Caso que chocou o Brasil nos anos 70 vira série com Marjorie Estiano

Produção de seis episódios estreia nesta quinta-fera (13/11)

Sua história será contada na nova série original da HBO Max "Ângela Diniz: Assassinada e condenada", baseada no podcast "Praia dos Ossos", da Rádio Novelo

Sua história será contada na nova série original da HBO Max "Ângela Diniz: Assassinada e condenada", baseada no podcast "Praia dos Ossos", da Rádio Novelo | Divulgação

Sancionada em 2015, a Lei do Femicídio alterou o Código Penal ao estabelecer como homicídio qualificado o assassinato de uma mulher por sua condição de gênero, cuja pena pode chegar até 30 anos de reclusão.

Apesar da legislação representar um importante avanço no combate à violência contra a mulher no Brasil, ela não representou uma redução desses casos.

Dados recentes do Mapa da Violência de Gênero, elaborado pelo Observatório da Mulher Contra a Violência, mostram que os registros de feminicídio seguem em crescimento no Brasil — cenário que evidencia a persistência do machismo e a naturalização da violência.

Nesse contexto, é importante lembrar de figuras que questionaram a ordem patriarcal e lutaram por uma vida diferente. Esse é o caso de Ângela Diniz, uma mulher da alta sociedade mineira dos anos 1970, que pagou com a própria vida o preço de desafiar o conservadorismo da época.

Conheça a história de “Ângela Diniz: Assassinada e condenada”

Sua história será contada na nova série original da HBO Max “Ângela Diniz: Assassinada e condenada”, baseada no podcast “Praia dos Ossos”, da Rádio Novelo.

A produção de seis episódios será estrelada por Marjorie Estiano e estreia nesta quinta-fera (13/11). A série conta a história de libertação de Ângela, que se separou do primeiro marido por não estar feliz no casamento, o engenheiro Milton Villas Boas, com quem teve três filhos.

Já morando no Rio de Janeiro, a mulher conhece Doca Street (Emilio Dantas), um empresário com quem teve um breve e conturbado relacionamento.

Durante uma viagem para Búzios, onde estavam hospedados na Praia dos Ossos, Ângela decide encerrar o relacionamento após uma discussão. Inconformado, Doca mata a ex-companheira, então com 32 anos, com 3 tiros no rosto e 1 na nuca.

Apesar de réu confesso, o primeiro julgamento do empresário gerou revolta nos movimentos feministas, pois ao argumentar pela “legítima defesa da honra”, seu advogado conseguiu a suspensão da pena de 2 anos de prisão, e Doca deixou o tribunal pela porta da frente.