A cerimônia do Globo de Ouro costuma influenciar, mas não definir, a corrida pelo Oscar. Mas, para a revista Variety, o resultado reflete uma temporada marcada por ousadia e por um eleitorado mais aberto a apostas arriscadas.
Em um cenário marcado por disputas estéticas e escolhas cada vez mais fragmentadas, a premiação funciona mais como termômetro do que como indicativo definitivo dos vencedores da Academia, que iniciou nesta semana o período de votação.
A 83ª edição do Globo de Ouro, realizada no domingo (11/1), reforçou essa tendência ao premiar “Hamnet” como melhor filme de drama e “Uma batalha após a outra” como melhor comédia ou musical.
O cinema brasileiro saiu premiado na edição deste ano. Com três indicações, o filme “O Agente Secreto” venceu o prêmio de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa. A obra também já havia sido eleita como o Melhor Filme Internacional pelo Critics Choice Awards.
Brasil entre favoritos
No dia seguinte à cerimônia, uma publicação da revista americana divulgou suas primeiras previsões para o Oscar 2026.
O Brasil aparece com destaque na lista: o longa “O agente secreto” surge entre os possíveis indicados a melhor filme, melhor ator com Wagner Moura, e melhor filme internacional.
Já o brasileiro Adolpho Veloso é apontado como um dos favoritos na categoria de melhor fotografia, pelo filme “Sonhos de trem”.
Segundo a Variety, produções como “Hamnet”, “Uma batalha após a outra”, “Frankenstein” e “Pecadores” despontam como fortes concorrentes nas principais categorias, incluindo direção, atuação e roteiro. As previsões ainda incluem apostas para áreas técnicas, animação, documentário e curtas-metragens.
As listas refletem apenas o momento inicial da disputa e devem sofrer alterações ao longo da temporada, à medida que novas premiações e campanhas influenciam o voto dos membros da Academia.
