Isabel Teixeira revela retirada preventiva das mamas após diagnóstico de síndrome rara de predisposição ao câncer

Em relato emocionante, atriz contou ter descoberto a Síndrome de Li-Fraumeni após histórico de mortes na família; alteração hereditária aumenta consideravelmente o risco de tumores

Isabel Teixeira abriu ao 'Fantástico' retirada de mama após diagnóstico/ Daniel Crispim/Globo

A atriz Isabel Teixeira, 52, compartilhou detalhes sobre as decisões drásticas e conscientes que precisou tomar em relação à própria saúde após descobrir ser portadora de uma alteração genética rara.

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Em entrevista exibida no último domingo (18/10) pelo programa ‘Fantástico’, da TV Globo, a artista revelou ter realizado a cirurgia de mastectomia preventiva — a retirada de ambas as mamas — mesmo sem apresentar qualquer tumor, como estratégia para reduzir drasticamente os riscos de desenvolver câncer.

O diagnóstico de Síndrome de Li-Fraumeni (SLF) veio em 2019, motivado pelo histórico de perdas marcantes em sua família. A mãe de Isabel faleceu em decorrência do câncer em 2006, apenas um ano após a avó da atriz também perder a vida para a mesma enfermidade. A repetição dos casos acendeu um alerta para a investigação de uma predisposição genética hereditária.

“Num primeiro momento, eu fiquei sem chão”, desabafou a atriz, que ganhou destaque nacional ao interpretar papéis marcantes na televisão brasileira.

Mudança de hábitos e impacto familiar

Ao receber a confirmação da mutação no gene TP53 — responsável pela produção de uma proteína encarregada de conter a multiplicação de células defeituosas no organismo —, Isabel passou por uma transformação radical em seu estilo de vida. Além do procedimento cirúrgico nas mamas, a atriz eliminou o consumo de bebidas alcoólicas, parou de fumar e adotou uma rotina disciplinada de exercícios físicos diários.

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Contudo, a descoberta trouxe outro desdobramento delicado: a possibilidade de transmissão hereditária para seus descendentes. A Síndrome de Li-Fraumeni possui uma taxa de 50% de chance de ser passada de pais para filhos. Após exames de rastreio, constatou-se que sua filha herdou a alteração genética.

“Também é outro choque”, admitiu a artista. Apesar dos desafios impostos pelo diagnóstico familiar, Isabel ressaltou que encara a condição com serenidade e foco na medicina preventiva. “Talvez eu tenha câncer. Esse é um medo que não me paralisa, porque eu acredito que a prevenção também é cura.”

O que é a Síndrome de Li-Fraumeni?

A Síndrome de Li-Fraumeni é uma condição genética rara e hereditária que compromete a capacidade natural do corpo de suprimir o surgimento de tumores malignos. Pessoas com a alteração no gene TP53 têm chances significativamente maiores de desenvolver múltiplos tipos de câncer ao longo da vida — como sarcomas, câncer de mama, tumores cerebrais e leucemia —, muitas vezes em idades precoces.

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Especialistas reforçam que a presença da síndrome não significa um diagnóstico inevitável da doença, mas sim a necessidade de acompanhamento médico contínuo, rotina rigorosa de exames preventivos e, em casos específicos avaliados por oncologistas e geneticistas, intervenções cirúrgicas profiláticas.

Confira também os resumos semanais de ‘Quem Ama Cuida’

Escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, ‘Quem Ama Cuida‘ é exibida pela Globo na faixa das nove, com direção artística de Amora Mautner. A trama acompanha os conflitos da família Brandão, as investigações sobre o passado de Diná e os desdobramentos da morte de Arthur, enquanto Adriana se envolve em disputas familiares e societárias.