Fábrica de bilionários em SC, WEG fatura quase R$ 1 milhão por hora e bate lucro de R$ 1,6 bilhão em apenas 3 meses, aponta relatório

Resultados do terceiro trimestre de 2026 da multinacional destaca retomada do crescimento de receita e destaque para o mercado externo

Empresa do setor de motores e energia foi fundada por três amigos em Jaraguá do Sul, no Norte de SC

Empresa do setor de motores e energia foi fundada por três amigos em Jaraguá do Sul, no Norte de SC | Foto: WEG/Divulgação

A WEG, conhecida por ser a “fábrica” de herdeiros bilionários em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina, lucrou quase R$ 1 milhão por hora no terceiro trimestre de 2026. O balanço de resultados financeiros da companhia foi divulgado na manhã desta quarta-feira (21).

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Ao todo, o lucro líquido da multinacional somou R$ 1,66 bilhão nos três meses, avanço de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado e de 6,8% na comparação com o trimestre anterior. A margem líquida ficou em 15,3%. O valor representa um lucro de R$ 751 mil por hora.

Veja fotos da WEG, império dos motores elétricos com sede em SC

Crescimento da companhia em números

A WEG apresentou no terceiro trimestre de 2026 uma retomada no crescimento das receitas, impulsionada pelo dinamismo das operações internacionais e pela entrega de projetos de ciclo longo, alcançando margens operacionais em patamares saudáveis, aponta o relatório.

A multinacional brasileira registrou Receita Operacional Líquida (ROL) de aproximadamente R$ 10,8 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 5,7% em relação ao mesmo período de 2025 e de 7,1% na comparação com o segundo trimestre deste ano. 

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O resultado operacional foi de R$ 2,34 bilhões no indicador que mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, o Ebitda. O valor representa alta de 3,1% na comparação anual e de 6% em relação ao trimestre anterior. 

Já o Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) atingiu 33,2% no acumulado dos últimos 12 meses, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao ano anterior. Segundo a WEG, o avanço foi impulsionado pelo bom desempenho do lucro operacional após impostos, que compensou o aumento do capital empregado pela companhia.

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Mercado externo representa mais da metade da receita

As vendas internacionais foram o principal destaque do trimestre e alcançaram uma participação recorde de 62,5% da receita total da empresa, de acordo com o balanço. O faturamento no exterior somou R$ 6,78 bilhões, crescimento de 8,3% em relação ao mesmo período de 2025. 

A América do Norte liderou a expansão das vendas internacionais, com alta de 31,1% em dólares e receita de US$ 722,8 milhões. Na região da Ásia-Pacífico, o crescimento foi de 19,6%, para US$ 154,9 milhões. Já na África, o avanço foi de 3,2%, com faturamento de US$ 70,1 milhões.

Por outro lado, as vendas em dólares recuaram na Europa e na América do Sul e Central. Na Europa, a queda foi de 4,5%, para US$ 276 milhões. Na América do Sul e Central, o recuo chegou a 14%, com receita de US$ 97,2 milhões.

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No mercado brasileiro, a receita foi de R$ 4,07 bilhões, equivalente a 37,5% do total, com crescimento de 1,8% em relação ao terceiro trimestre de 2025.

Demanda por energia colocou a WEG no radar global

A divisão de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) da companhia, que representa 38,6% da receita total, teve crescimento de 24,1% no mercado externo, com faturamento de R$ 2,49 bilhões. O resultado foi impulsionado pela demanda por transformadores destinados à rede elétrica norte-americana e por geradores da marca Marathon para data centers.

No Brasil, a divisão cresceu 1,5%, para R$ 1,69 bilhão. O desempenho foi sustentado pelas entregas de projetos relacionados a leilões de transmissão de energia e pela inauguração da expansão da fábrica de Betim, em Minas Gerais. A retração no segmento de energia solar, no entanto, pressionou os resultados.

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Custos maiores pressionam margens

O Custo dos Produtos Vendidos (CPV) aumentou 6,8% em relação ao 3T25, chegando a R$ 7,29 bilhões. Com isso, a margem bruta recuou 0,7 ponto percentual, para 32,9%.

A alta dos custos foi provocada principalmente pelo encarecimento de insumos essenciais, como o cobre, pelo aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos e pela ampliação das despesas com pessoal para atender à expansão da capacidade de produção.

Outro fator que influenciou os resultados foi a valorização do real. A cotação média do dólar caiu de R$ 5,45 para R$ 5,14, o que reduziu o valor convertido para reais das receitas obtidas pela empresa no exterior.

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Remuneração aos acionistas

A companhia manteve a distribuição de recursos aos acionistas por meio de deliberações periódicas de juros sobre capital próprio (JCP). Em agosto, também pagou a primeira parcela dos dividendos extraordinários provenientes de reservas de lucros. O pagamento totalizou R$ 1,73 bilhão.