Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês que marcou gerações

Atriz revolucionou o cinema, a moda e o comportamento nos anos 1950 e 1960 e dedicou as últimas décadas à causa animal

Atriz revolucionou o cinema, a moda e o comportamento nos anos 1950 e 1960

Atriz revolucionou o cinema, a moda e o comportamento nos anos 1950 e 1960 | Reprodução

Morreu aos 91 anos Brigitte Bardot, uma das maiores lendas do cinema francês e símbolo absoluto de beleza, sensualidade e liberdade feminina no século 20.

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A morte foi confirmada pela Fundação Brigitte Bardot, que destacou sua trajetória artística internacional e a decisão de abandonar o estrelato para se dedicar integralmente à defesa dos animais.

A artista estava internada em Toulon, no sul da França, e, segundo o jornal Nice-Matin, havia sido submetida recentemente a uma cirurgia para tratar uma doença não especificada. A fundação não divulgou detalhes sobre o horário ou as circunstâncias da morte.

Da alta sociedade ao estrelato mundial

Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, Bardot cresceu em uma família abastada no tradicional 16.º arrondissement.

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Foi descoberta ainda adolescente após estampar capas de revistas de moda, o que rapidamente a levou ao cinema. A projeção internacional começou no Festival de Cannes de 1953, quando chamou atenção ao promover o filme Mais Forte que a Morte.

Pouco depois, Bardot se tornaria um fenômeno cultural. Ao aparecer de biquíni em Manina, a Moça Sem Véu (1952), ajudou a popularizar a peça na Europa e consolidou sua influência sobre a moda e os costumes.

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Símbolo sexual e estrela global

O estrelato definitivo veio em 1956, com E Deus Criou a Mulher, dirigido por seu então marido, Roger Vadim. A atuação transformou Bardot em um símbolo sexual internacional.

O cabelo loiro platinado, o visual despojado e o delineado marcante nos olhos viraram tendência mundial.

Ao longo da carreira, participou de produções voltadas ao mercado internacional, como O Desprezo (1963), dirigido por Jean-Luc Godard, além de Histórias Extraordinárias e Shalako, consolidando seu nome entre os grandes ícones do cinema europeu.

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Aposentadoria precoce e ativismo

Após atuar em mais de 40 filmes e se tornar o primeiro rosto de Marianne, símbolo da República Francesa, Bardot se aposentou das artes aos 39 anos. Desde então, passou a dedicar sua vida à militância em defesa dos animais, criando a fundação que leva seu nome.

“Dei minha beleza e minha juventude aos homens. Agora dou minha sabedoria e minha melhor parte aos animais”, declarou certa vez. Mesmo longe dos palcos, Bardot seguiu como figura controversa, envolvida em declarações polêmicas que marcaram seus últimos anos.