Legado do Natiruts: a trajetória da banda que mudou o reggae no país

Conheça a história do Natiruts, desde a formação na UnB até o sucesso internacional. Relembre os hits, mudanças e o impacto cultural do grupo

Banda nascida no ambiente universitário da capital federal construiu trajetória de quase três décadas marcada por sucessos comerciais e turnês internacionais. Thais Mallon/Divulgação

O grupo Natiruts se consolidou como um dos maiores expoentes do reggae nacional ao longo de quase três décadas de estrada. Nascida no campus da Universidade de Brasília (UnB), a banda construiu uma identidade única na cultura pop.

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Sob a liderança do vocalista Alexandre Carlo e do baixista Luís Maurício, os músicos conquistaram gerações de fãs. A proposta artística sempre focou na evolução musical e no amadurecimento das composições ao longo dos anos.

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Mesmo com o encerramento recente de suas apresentações planejadas, o catálogo da banda segue vivo nas plataformas. O som do grupo marcou época pela leveza e pelas mensagens de paz transmitidas em suas letras.

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Mistura de ritmos quebrou o padrão do rock nos anos 90

Na metade dos anos 90, o mercado fonográfico brasileiro era dominado pelo pagode romântico e pelo axé music. No plano local, a cidade natal do grupo era conhecida como a capital do rock, influenciada por bandas de tom político.

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O surgimento do Natiruts representou uma ruptura completa com essas duas forças ao apostar no reggae roots. A poesia dos músicos sobre preservação e espiritualidade combinava com o clima de refúgios ecológicos.

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O primeiro álbum independente, gravado em 1997, estourou no Sul e no Sudeste com o nome inicial de Nativus. Hits como “Presente de um Beija-Flor” logo ganharam as rádios do País, antes da mudança definitiva de nome em 1999.

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Mudanças na estrada e o reconhecimento internacional do grupo

A linha de frente original passou por alterações estruturais ao longo dos 28 anos de convivência profissional. Membros fundadores seguiram novos rumos, deixando a gestão da marca e dos shows focada na dupla Carlo e Maurício.

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Ao todo, a discografia da banda somou nove álbuns de estúdio e diversos registros icônicos ao vivo. O auge comercial veio em 2009 com a faixa “Sorri, Sou Rei”, que levou o som do grupo a novos públicos e festivais.

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Anos mais tarde, a banda levou o reggae brasileiro para o exterior em turnês pela Europa e parcerias com Gilberto Gil. As canções praianas do grupo combinavam com o estilo de vida ao ar livre, lembrando as tardes no parque verde no centro da capital.

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Bastidores judiciais e o impacto cultural eterno da banda

A preocupação em manter o controle da essência da banda gerou alguns impasses judiciais quanto ao uso da imagem deles. O documentário biográfico do grupo chegou a ter a exibição suspensa por liminar devido a divergências contratuais.

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Apesar das discussões de mercado, Alexandre Carlo sempre buscou incentivar a autonomia dos novos artistas no setor musical. Para o vocalista, as parcerias artísticas devem ser movidas por conexões verdadeiras e ideológicas.

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O fato é que o saldo dessas três décadas de história é amplamente positivo para a cultura brasileira. O grupo se despede dos palcos com a certeza de ter colocado o reggae nacional em um novo patamar de respeito e sucesso.