Ratinho se pronuncia ao vivo e relativiza acusação contra Mesquita no SBT

Programa aqueceu as redes sociais com a polêmica sobre a acusação de estupro contra o apresentador

Ratinho é condenado a pagar indenização após ser acusado de propaganda enganosa

Programa do Ratinho desta segunda-feira (31/3) movimentou as redes sociais | Reprodução/SBT

O programa do Ratinho desta segunda-feira (31/3) aqueceu as redes sociais com a polêmica sobre a acusação de estupro contra o apresentador Otávio Mesquita. 

Isso porque o apresentador do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) abordou, ao vivo, a denúncia protocolada pela ex-assistente de palco do “The Noite”, Juliana Oliveira, que também é comediante.

O possível estupro teria ocorrido durante a gravação de um programa “The Noite”, em abril de 2016. Juliana Oliveira, de 38 anos, trabalhou no SBT de 2013 até fevereiro deste ano, quando foi demitida. 

“É um assunto muito delicado. Eu não vou afirmar que esse fato pode ou não ser considerado estupro. Quem vai dizer isso é a justiça, é a lei. A minha opinião é que essa brincadeira do Otávio extrapolou o bom senso, mas transformar num estupro, eu acho um pouco demais”, disse Ratinho durante a abertura do programa desta segunda. 

“O ‘The Noite’ é um programa que tem a leveza dos quadros e se a Juliana se julgou agredida ou abusada em alguma situação, ela tem o direito de buscar esclarecer os fatos. O fato aconteceu em 2016. A minha dúvida é ter sido revelado tanto tempo depois”, complementou o veterano. 

Ratinho ainda convocou os jurados do programa, que participam do quadro ‘Dez ou Mil’: Cariúcha, Sônia Lima, Igor Guimarães e Décio Piccinini, para opinarem sobre o caso. 

O quadro “Dez ou Mil” é uma competição de calouros e os jurados decidem se a apresentação vale R$ 10 ou R$ 1 mil. Os artistas podem cantar, dançar, fazer mágica, contar piada ou apresentar qualquer número artístico. 

Nas redes sociais, Ratinho foi questionado por seu posicionamento. 

“Ratinho é da geração que precisa ser reeducada. Ele é o reflexo da geração que precisa aprender sobre homofobia, racismo, misoginia e principalmente sobre os direitos conquistados pelas mulheres”, escreveu uma pessoa na rede X (antigo Twitter).

“Às vezes me parece que o Ratinho vive nos anos 1980”, disse outra. 

A reportagem da Gazeta procurou a assessoria de imprensa do SBT para comentar o ocorrido. A emissora não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço continua aberto.