O Marrocos, uma das principais sedes da Copa do Mundo de 2030, está construindo aquele que promete ser o maior estádio de todos: o Grand Stade Hassan II. Com um custo estimado em US$ 500 milhões e uma capacidade para 115 mil torcedores, a expectativa é que o complexo esportivo possa receber a final do torneio.
Embora a Fifa ainda não tenha divulgado o palco oficial da decisão, o país africano espera colocar o estádio no centro do Mundial. A competição será organizada em conjunto com Espanha e Portugal. Países como Uruguai, Paraguai e Argentina receberão partidas comemorativas.
O projeto faz parte da estratégia do governo marroquino em transformar o futebol em um motor de investimentos, turismo e modernização da infraestrutura.
Nos últimos anos, o esporte nacional viveu seu auge, com o Marrocos alcançando a semifinal da Copa do Mundo de 2022 e terminando o torneio na quarta colocação. Na edição deste ano, a equipe foi eliminada pela França nas quartas de final.
A seleção ainda venceu a Copa Africana de Nações de 2026, depois de uma final conturbada e problemas extracampo contra Senegal. O torneio foi disputado em solo marroquino.
Conheça o maior estádio do mundo
Localizado na região de El Mansouria e Benslimane, nos arredores de Casablanca, a expectativa é que o Grand Stade Hassan II seja concluído em 2028, dois anos antes do Mundial.
O desenho do complexo será inspirado nas tradicionais tendas marroquinas, utilizadas nos chamados moussems, com encontros culturais e religiosos realizados no país. O projeto foi desenvolvido pelos escritórios Oualalou + Choi e Populous.
Dos US$ 500 milhões programados para a obra, cerca de US$ 320 milhões serão destinados à segunda fase das obras, contratada com as empresas locais TGCC e SGTM.
Além do próprio governo marroquino, o investimento envolve a Caisse de Dépot et de Gestion, empresa financeira pública do país. O intuito é transformar o estádio na casa oficial da seleção nacional.
Investimentos do Marrocos na Copa de 2030
O Marrocos ainda deve investir cerca de US$ 6 bilhões na preparação para a Copa do Mundo. Além da construção e reformas de estádios, o dinheiro será aplicado em aeroportos, transporte ferroviário, rodovias, hotéis e modernização urbana.
A meta do governo local é elevar a capacidade de visitantes para 26 milhões ao ano, acrescentando entre 100 mil e 150 mil leitos à rede hoteleira.
Copa Africana de Nações impulsionou economia local
A própria Copa Africana de Nações deste ano é apontada pela administração marroquina como uma prova da capacidade do país em organizar grandes eventos.
Dados reunidos no relatório econômico do país revelaram um impacto equivalente a US$ 1,17 bilhão. O torneio ainda gerou o recorde de 19,8 milhões de turistas em 2025 e criou aproximadamente 100 mil empregos diretos e indiretos.
Os levantamentos ainda apontam que 3 mil empresas nacionais participaram da cadeia de fornecedores, em setores como logística, hotelaria, alimentação, segurança e serviços.
Projetos que levariam uma década para ser concluídos foram entregues em aproximadamente dois anos. Desta forma, cerca de 80% da infraestrutura exigida para 2030 já está encaminhada.
