O Corinthians conseguiu suspender por um ano os pagamentos relacionados à dívida da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal. A medida, divulgada neste sábado (17/10), também prevê a interrupção das retenções de parte das receitas de bilheteria e premiações, o que pode dar mais fôlego financeiro ao clube alvinegro.
A negociação acontece em meio à tentativa da diretoria de encontrar uma solução para o débito do estádio, estimado em aproximadamente R$ 630 milhões.
As informações foram divulgadas pelo ge.
Corinthians busca solução para dívida da Arena
O acordo ocorre após uma reunião realizada na sexta-feira (16/10), em Brasília, com representantes do Corinthians e da Caixa.
O encontro contou com a participação do presidente corintiano, Osmar Stabile, de dirigentes do banco, de integrantes da Gaviões da Fiel e do ministro Guilherme Boulos.
Após a reunião, as duas instituições confirmaram o avanço das conversas e a assinatura de um termo de confidencialidade.
O documento permite que as partes aprofundem as negociações, mas não representa a quitação da dívida nem define os termos finais de um possível acordo.
A suspensão dos pagamentos é considerada um alívio para o fluxo de caixa do Corinthians, que enfrenta dificuldades financeiras e acumula compromissos em atraso com jogadores.
Pelo contrato de renegociação firmado em 2022, ainda na gestão Duílio, parte da bilheteria e das premiações recebidas pelo clube era destinada ao financiamento da Arena.
Com a interrupção dessas retenções durante o período previsto, a diretoria terá maior disponibilidade sobre receitas importantes para manter as despesas do departamento de futebol e de outras áreas do clube.
Naming rights estão em negociação
Uma das alternativas discutidas pelo Corinthians é oferecer à Caixa os direitos de nome da Neo Química Arena como parte de uma solução para a dívida.
A proposta permitiria ao banco explorar comercialmente o nome do estádio por um período determinado.
Atualmente, os direitos de nome pertencem à Hypera Pharma, responsável pela marca Neo Química no nome da arena.
O Corinthians avalia que esse ativo pode ter um valor comercial superior ao previsto no contrato vigente.
Dívida ainda não foi quitada
Apesar do avanço nas tratativas, a suspensão temporária dos pagamentos não significa que o Corinthians tenha eliminado a dívida da construção da Arena.
O objetivo da diretoria é chegar a um entendimento definitivo com a instituição financeira para reorganizar ou quitar o débito.
A dívida total do clube também permanece elevada, estimada em aproximadamente R$ 2,8 bilhões, segundo informações divulgadas pela imprensa esportiva.
Por enquanto, a principal consequência da medida é o alívio financeiro de curto prazo. Os próximos passos dependerão das negociações entre o Corinthians e a Caixa, incluindo a possível utilização dos direitos de nome do estádio e de outros ativos comerciais do clube.
