Dilema na Fifa: Entenda quem pode ficar com a vaga do Irã na Copa de 2026

Iraque, Emirados Árabes e RD Congo lideram a lista de seleções cotadas para a vaga; entenda

Caso a desistência seja confirmada, a expectativa é que a Fifa realoque alguma seleção para a vaga remanescente

Caso a desistência seja confirmada, a expectativa é que a Fifa realoque alguma seleção para a vaga remanescente | Reprodução/Seleção Irã

O ministro dos Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, descartou a participação do país na Copa do Mundo de 2026, programada para acontecer entre os dias 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, de forma conjunta com o México e Canadá. A informação foi divulgada pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) nesta quarta-feira (11/3).

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Segundo Donyamali, “medidas malignas” foram tomadas contra o Irã, obrigando a nação a entrar em “duas guerras” e deixando “milhares de cidadãos mortos”.

Caso a desistência seja confirmada, a expectativa é que a Fifa realoque alguma seleção para a vaga remanescente.

Qual país deve substituir o Irã?

Embora nenhuma resolução oficial sobre qual medida deve ser tomada, algumas seleções aparecem como candidatas para “herdar” o lugar dos iranianos no torneio.

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O mais provável é que o Iraque substitua o Irã na Copa do Mundo. O critério levaria em consideração equipes que ainda disputam a repescagem para as vagas restantes da competição.

Entre elas estão: Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia e Suriname (semifinais), e República Democrática do Congo e o próprio Iraque, classificados para as finais.

Os iraquianos são os melhores posicionados no ranking da Fifa (58°) e ocupam a posição de finalistas da repescagem. Além disso, o país é o único que ainda sonha com um lugar no Mundial que pertence ao mesmo continente e confederação que o Irã (Ásia – AFC). Portanto, o país é encarado como “sucessor legítimo” dos iranianos.

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Entretanto, a definição pode mudar caso o Iraque conquiste a vaga para a Copa por meio da classificatória. Caso a resolução de quem herda a vaga deixada pelo Irã aconteça após a final da repescagem, outra equipe deve ocupar o lugar no torneio.

Entre as principais possibilidades estão:

  • Emirados Árabes Unidos: país asiático mais bem colocado no ranking da Fifa (68°), depois do Iraque. Ou seja, se a entidade der preferência para um país do mesmo continente do Irã, o provável é que a seleção árabe se classifique para a Copa;
  • República Democrática do Congo: finalista da repescagem; junto com o Irã, o time africano ocupa a 48.ª posição no ranking da FIFA. Em um cenário em que seriam consideradas apenas equipes classificadas para a repescagem, a mais bem colocada é quem deve levar a vaga deixada pelo Irã;
  • Bolívia ou Suriname: considerada como a mais “improvável”, o critério também poderia beneficiar uma das duas equipes. Se a definição sobre quem herdará a vaga dos iranianos for divulgada antes da disputa da final da classificatória, o vencedor do confronto entre Bolívia e Suriname se classificaria automaticamente para a competição, já que o Iraque não precisaria disputar a final.

Iraque também pode ficar de fora

Segundo apuração do jornal inglês “The Guardian”, a Associação de Futebol do Iraque solicitou formalmente à Fifa o adiamento da partida decisiva da repescagem. A entidade iraquiana afirma que sua seleção teria dificuldades para deixar o país por causa da guerra no Oriente Médio.

O confronto está marcado para o dia 31 de março. O Iraque afirma que, por ordem do Ministério do Transporte, o espaço aéreo do país permanecerá fechado enquanto os conflitos entre Irã e a aliança entre EUA e Israel continuarem.

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Essa problemática pode influenciar na escolha da Fifa sobre qual seleção ficará com a vaga.

O que diz o regulamento?

Mesmo com toda a dúvida, o regulamento da entidade publicado em maio de 2025 tem um artigo voltado para desistências, no caso, o sexto. Nele não é estabelecido nenhum critério para substituição. Confira: 

“Se qualquer associação membro participante desistir e/ou for excluída da Copa do Mundo Fifa 26, a Fifa decidirá sobre o assunto a seu exclusivo critério e tomará as medidas que julgar necessárias. A Fifa poderá decidir substituir a associação membro participante em questão por outra associação”.

O regulamento também estabelece uma multa de pelo menos 250 mil francos suíços (cerca de R$ 1,6 milhão), para seleções que desistirem até 30 dias antes do início do Mundial. O valor dobra se a saída for estabelecida no período de um mês para a partida de abertura. 

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As equipes também devem reembolsar a Fifa por valores pagos para preparação e outros relacionados ao evento.