O fenômeno Calderano: tênis de mesa sai do nicho e conquista o Brasil

Crescimento da modalidade acompanha resultados históricos, aumento de visibilidade e novos investimentos no ciclo olímpico

Hugo Calderano é considerado o maior mesatenista da América do Sul

Hugo Calderano é considerado o maior mesatenista da América do Sul | Reprodução/WTT

O tênis de mesa vive um período de crescimento no Brasil. Desde as Olimpíadas de Tóquio, em 2020, e com um salto recente nos Jogos de Paris 2024, o esporte tem conquistado cada vez mais fãs pelo País.

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Foi na capital francesa que Hugo Calderano, maior nome da modalidade, fez história ao se tornar o primeiro atleta brasileiro — e sul-americano — a chegar às semifinais da competição olímpica

A campanha teve impacto imediato na modalidade no País. Segundo uma pesquisa do Ibope Repucom após o fim das Olimpíadas, a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) cresceu mais de 100% em relação a 2020 em suas redes sociais.

Os dados apontam um aumento de fãs superior ao dobro, com acúmulo de 50,7 mil novas inscrições na somatória total de suas mídias.

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Além do crescimento nas redes, a modalidade também ganhou mais espaço na transmissão digital. Em 2025, a Cazé TV passou a exibir competições da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), com foco no ciclo olímpico rumo aos Jogos de Los Angeles 2028.

Efeito Calderano

Hugo Calderano também registrou um crescimento expressivo em seus seguidores. Antes dos Jogos de Paris 2024, o atleta possuía um total de 480,8 mil fãs em suas redes sociais. Já em 2026, o brasileiro soma aproximadamente 1,4 milhão de pessoas que o acompanham nas mídias.

O atleta também manteve o alto nível nos torneios de tênis de mesa da WTT, competição mundial da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF), chegando a conquistar o título inédito do Smash de Singapura de duplas, ao lado de Bruna Takahashi.

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Calderano ainda alcançou recentemente o terceiro lugar do ranking da Federação Internacional de Tênis de Mesa (ITTF).

Hugo e Bruna são os primeiros não chineses da história a ganharem o Grande Smash de Singapura. Foto: Divulgação/WTT

Bolsa Atleta

Segundo Vanessa Pires, CEO e fundadora da Brada, plataforma que conecta investidores a projetos de impacto positivo, a trajetória do atleta reforça o impacto do Bolsa Atleta no alto rendimento brasileiro.

Calderano e Bruna Takahashi são beneficiários do programa, e o fomento do Ministério do Esporte é apontado como um dos fatores que contribuíram para a evolução da modalidade nos últimos anos no País.

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“A trajetória de Hugo e Bruna no tênis de mesa é a prova técnica de que o alto rendimento exige continuidade e previsibilidade de recursos. O ‘Efeito Calderano’ vem ganhando notoriedade porque houve uma base de fomento que permitiu a esses atletas focarem exclusivamente na performance por mais de uma década. O Bolsa Atleta é a ferramenta que profissionaliza o esporte, transformando o potencial desses talentos em resultados que inspiram milhões de novos seguidores”, afirma.

Programa de Formação de Atletas

A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM) confirmou que atingiu a marca de 13 mil atletas filiados em 2025.

De acordo com Paulo Maciel, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), um dos fatores que contribuem para esse desenvolvimento do tênis de mesa no País é o programa de Formação de Atletas da instituição, que dá suporte aos trabalhos realizados na modalidade.

“Estamos trabalhando em quatro frentes, proporcionando verbas para competições nacionais, equipes técnicas multidisciplinares (ETM), aquisição de equipamentos e materiais (MEE) e formação de Recursos Humanos . São investimentos fundamentais que impulsionam o desenvolvimento e a evolução da modalidade. Isso acaba refletindo em resultados cada vez melhores e uma posição de destaque nas competições internacionais”, destaca.