As corridas de Fórmula 1 são projetadas para durar cerca de duas horas, mas a história da categoria apresenta alguns casos em que as provas acabaram se estendendo um pouco mais
Fatores como condições climáticas extremas e acidentes podem alterar drasticamente o andamento de um Grande Prêmio (GP). No caso do GP do Canadá, em 2011, o circuito se prolongou tanto que bateu o recorde como o mais longo da história da modalidade.
Além disso, o final foi histórico, com o vencedor da prova vindo da última posição até o lugar mais alto do pódio.
A maratona de Montreal: o GP do Canadá de 2011
A corrida mais longa da história da Fórmula 1 foi o Grande Prêmio do Canadá de 2011, com uma duração total de quatro horas, quatro minutos e 39 segundos.
O evento, realizado no Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, foi marcado por uma chuva torrencial que forçou a direção de prova a tomar medidas drásticas para garantir a segurança dos pilotos.
O fator determinante para a duração recorde foi uma longa interrupção com bandeira vermelha que durou mais de duas horas. A intensidade da chuva tornou a pista impraticável, com visibilidade quase nula e alto risco de aquaplanagem.
Em contrapartida, o GP mais rápido da história ocorreu na Bélgica, tendo durado apenas três minutos.
Campeão improvável
Após a longa espera, a corrida foi reiniciada atrás do safety car. A prova foi memorável não apenas por sua duração, mas também por quem a venceu.
A prova histórica teve um final digno de cinema. Jenson Button, que chegou a estar na última posição e a parar seis vezes nos boxes, ultrapassou Sebastian Vettel na última volta, se sagrando o grande vencedor do GP.
Desta forma, o grande prêmio se tornou um clássico lembrado pela superação e por uma disputa épica até o fim.
Como a regra permitiu
A F1 possui uma regra que limita o tempo total de um evento de corrida (geralmente três horas a partir da largada) e o tempo de corrida em si (duas horas).
No GP do Canadá, a longa pausa se encaixou na janela permitida, possibilitando a retomada.



