Raphinha revela como a infância humilde, os animais e o apoio da família ajudaram a superar crises no futebol

Na infância, o craque do Barcelona dividia um pequeno quarto com a família e encontrou nos animais forças para superar momentos difíceis

Raphinha relembra a infância humilde na Restinga, em Porto Alegre, e o papel da família e dos animais em sua trajetória (Foto: Rafael Ribeiro/ CBF)

Raphinha relembra a infância humilde na Restinga, em Porto Alegre, e o papel da família e dos animais em sua trajetória (Foto: Rafael Ribeiro/ CBF)

O caminho até o futebol de elite pode esconder histórias que vão muito além dos estádios e dos grandes contratos. Para Raphinha, a trajetória até a seleção brasileira começou em uma casa pequena, na favela da Restinga, em Porto Alegre, onde a união da família e o carinho pelos animais fizeram parte de sua formação.

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Em um relato publicado pelo The Players’ Tribune, o jogador compartilhou lembranças da infância, das dificuldades financeiras e do apoio recebido dos pais. Entre as memórias mais marcantes, está a época em que todos dormiam no mesmo quarto, incluindo os animais de estimação.

A história ajuda a compreender as experiências que marcaram o atleta e os valores familiares que ele continua destacando mesmo após alcançar o futebol internacional.

Raphinha conta que todos dormiam no mesmo quarto

A infância de Raphael Dias Belloli, conhecido mundialmente como Raphinha, foi vivida em uma residência com pouco espaço para acomodar todos os integrantes da família.

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“Nossa casa era tão pequena que todos dormíamos no mesmo quarto: meus pais, meu irmão mais novo, eu, os cachorros e os gatos.”

O relato mostra uma realidade doméstica modesta, na qual a convivência era intensa. Apesar das limitações financeiras e do espaço reduzido, os animais ocupavam um lugar especial na vida do jogador.

Segundo Raphinha, os cachorros e os gatos ajudavam a tornar os dias difíceis mais suportáveis. O carinho por eles funcionava como uma fonte de conforto durante a infância.

A família da rua também teve papel importante

A história de Raphinha não se resume à convivência dentro de casa. O jogador também destaca a importância dos amigos que conheceu na Restinga, formando aquilo que considera uma segunda família.

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Em comunidades onde os recursos podem ser limitados, a colaboração entre vizinhos e amigos pode assumir um papel importante no cotidiano. Raphinha descreve como aprendeu, desde cedo, que ninguém consegue enfrentar todas as dificuldades sozinho.

“Você aprende rápido que não pode viver sozinho. Cedo ou tarde, eles vão precisar da sua ajuda, e vice-versa.”

A declaração ressalta a importância da solidariedade nas relações construídas durante sua infância. A rua, além de espaço de convivência, também representava um ambiente de aprendizado e apoio mútuo.

Raphinha quase abandonou o futebol aos 19 anos

A infância difícil não foi o único obstáculo enfrentado pelo jogador. Antes de conquistar espaço no futebol profissional, Raphinha passou por rejeições que afetaram sua confiança e fizeram com que ele questionasse o próprio futuro no esporte.

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O porte físico foi um dos fatores mencionados em relação às dificuldades encontradas nas categorias de base. Quando estava próximo dos 19 anos, atuando pelo time sub-20 do Avaí, o atleta pensou em abandonar o futebol.

Desanimado com as oportunidades que não apareciam, ele ligou para os pais decidido a desistir do sonho de se tornar jogador profissional.

O momento representou uma das fases mais delicadas de sua trajetória. Depois de tantos esforços, as rejeições fizeram com que a continuidade no esporte parecesse cada vez mais incerta.

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Quando a fome levou Raphinha e os amigos a pedir dinheiro na rua

Entre as lembranças mais difíceis contadas pelo jogador estão os momentos em que ele e os amigos não tinham dinheiro suficiente para comprar comida.

Depois de atividades físicas e brincadeiras, a fome fazia parte da rotina. Em algumas ocasiões, o grupo precisava dividir os lanches disponíveis ou recorrer à ajuda de pessoas desconhecidas.

Raphinha, no entanto, faz questão de contextualizar que essas situações não aconteciam com frequência. De acordo com o jogador, seus pais trabalhavam para garantir o sustento da família, embora a condição financeira estivesse longe de ser confortável.