São Paulo vira capital do skate: Mundial começa com Rayssa Leal e 34 atletas do Brasil

Com nomes olímpicos e favoritos, Mundial no Parque Cândido Portinari começa em março e aquece a corrida para Los Angeles 2028

No street, a estrela maior é Rayssa Leal, medalhista olímpica e presença constante em pódios

No street, a estrela maior é Rayssa Leal, medalhista olímpica e presença constante em pódios | Pablo Vaz/SLS

São Paulo se prepara para um dos maiores eventos esportivos do ano no Brasil: de 1º a 8 de março, a cidade será palco do Campeonato Mundial de Skateboarding – Street e Park, reunindo a elite do skate mundial com quase 400 atletas confirmados.

A delegação brasileira contará com 34 representantes, entre medalhistas olímpicos e promessas do esporte.  

O torneio, organizado pela World Skate e considerado crucial na contagem de pontos para as Olimpíadas de Los Angeles 2028, será disputado no Parque Cândido Portinari, na zona oeste da capital paulista.

Delegação brasileira com nomes de peso em street e park

O Brasil terá forte presença nas duas principais modalidades: 19 skatistas no Park e 15 no Street. Entre os destaques nacionais estão atletas consagrados e jovens que vêm se afirmando no circuito internacional.

No street, a estrela maior é Rayssa Leal, medalhista olímpica e presença constante em pódios importantes da modalidade.

Ao lado dela estão nomes como Pâmela Rosa, Kelvin Hoefler, Giovanni Vianna e Felipe Gustavo, todos com experiência internacional e talento para fazer a torcida vibrar nas pistas paulistanas.  

No park, nomes como Augusto Akio, Pedro Barros, Luigi Cini, Raicca Ventura, Dora Varella e Isadora Pacheco representam o Brasil frente a frente com os melhores do mundo, criando uma mistura de técnica, criatividade e ousadia nas rampas.  

Evento de casa e Oscar para o skate

Originalmente programado para acontecer nos Estados Unidos em 2025, o Mundial foi transferido para São Paulo, o que tornou o Brasil, pela primeira vez em anos, sede de um evento tão importante dentro do calendário oficial da modalidade.  

A mudança chama atenção não só pelo peso esportivo, mas pela oportunidade de ver grandes nomes do skate mundial atuando diante de uma torcida apaixonada, em um palco histórico para a cultura sobre rodas.

Além das disputas de street e park, a programação inclui pela primeira vez a Copa do Mundo de Paraskate, reforçando o caráter inclusivo e global da competição.  

Como será a semana de competição

O Mundial terá uma semana intensa de ação:

  • 1 a 3 de março: treinos oficiais e ambientação dos atletas
  • 4 e 5 de março: eliminatórias das modalidades Street e Park
  • 6 de março: quartas de final
  • 7 de março: semifinais, incluindo Paraskate
  • 8 de março: finais com definição dos campeões e pódios

O público terá acesso gratuito às fases iniciais, com ingressos pagos para as etapas decisivas, incluindo as finais.  

O que está em jogo para os brasileiros

Se competir em casa já é um feito histórico, o Mundial de São Paulo tem outra dimensão: pontuar no ranking olímpico e fortalecer o caminho para Los Angeles 2028.

Para o skate brasileiro, que já brilhou em Tóquio e Paris com medalhas conquistadas em ambas as modalidades, essa será mais uma chance de provar o talento em frente à torcida e reforçar o status de potência no esporte.