A seleção brasileira estreia na Copa do Mundo neste sábado (13/6) e enfrenta o Marrocos, atual 8.º colocado do ranking da Fifa e seleção africana mais bem posicionada da lista.
Após fazer história ao alcançar as semifinais do Mundial de 2022, os comandados de Mohamed Ouahbi entram em campo não mais como surpresa, mas como uma equipe capaz de desafiar alguns dos principais favoritos ao título.
Os marroquinos chegam para o confronto embalados por uma sequência de 29 jogos sem derrota e pelo polêmico título da Copa Africana de Nações.
Título africano veio após polêmica
A longa invencibilidade marroquina também carrega um episódio controverso. Na final da Copa Africana de Nações de 2025, contra Senegal, a partida terminou cercada por reclamações de arbitragem e teve o resultado alterado posteriormente pela Confederação Africana de Futebol (CAF).
A confusão começou após a marcação de um pênalti para Marrocos nos minutos finais do tempo regulamentar. Os senegaleses contestaram a decisão e chegaram a deixar o gramado em protesto.
Mesmo com o retorno dos jogadores e a sequência da partida, a CAF analisou o caso posteriormente e decidiu homologar uma vitória administrativa por 3 a 0 para os marroquinos, que ficaram com o título continental.
A decisão manteve a invencibilidade da equipe, já que o resultado passou a integrar oficialmente os registros da competição.
Primeira seleção africana a chegar em uma semifinal
O Marrocos chega para a Copa de 2026 respaldado por uma sequência de resultados que transformou a equipe em uma das forças emergentes do futebol mundial.
Na última edição do Mundial, os Leões do Atlas fizeram história ao se tornarem a primeira seleção africana a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo.
A campanha contou com vitórias sobre Bélgica, Espanha e Portugal, colocando a equipe definitivamente entre as seleções mais respeitadas do cenário internacional.
A vaga para 2026 também veio de forma antecipada. Os marroquinos foram a primeira seleção africana a garantir presença no torneio e disputarão sua terceira Copa consecutiva, algo inédito em sua trajetória.
Hakimi lidera geração estrelada
Boa parte do sucesso recente passa pela qualidade individual do elenco. O principal nome é Achraf Hakimi. Capitão da equipe e destaque do PSG, o lateral vive um dos melhores momentos da carreira e segue como referência técnica e de liderança.
No setor ofensivo, Brahim Díaz aparece como o jogador mais criativo do elenco. O atleta do Real Madrid ganhou protagonismo nos últimos anos e chega para disputar sua primeira Copa do Mundo defendendo o país africano.
Já no gol, Yassine Bounou continua sendo um dos pilares da seleção. Herói da campanha de 2022, especialmente nas disputas por pênaltis, o goleiro segue como uma das figuras mais respeitadas do grupo.
Mudança de técnico e baixas preocupam
Nem tudo, porém, é tranquilidade para os marroquinos. A seleção trocou de treinador poucos meses antes do Mundial. Mohamed Ouahbi assumiu o comando após a saída de Walid Regragui, responsável pela histórica campanha da Copa de 2022.
Além disso, o time perdeu jogadores importantes por lesão. O zagueiro Nayef Aguerd e o atacante Abde Ezzalzouli foram cortados e desfalcam a equipe na competição.
Outro fator apontado como desafio é a pressão. Diferentemente de 2022, quando chegava como surpresa, o Marrocos entra na Copa cercado por expectativas e já tratado como candidato a avançar novamente às fases decisivas.
Brasil terá adversário mais forte do que em 2022
O duelo deste sábado coloca frente a frente uma seleção brasileira em busca do hexa e um Marrocos muito diferente daquele visto em Copas anteriores.
Com uma sequência de quase 30 partidas sem derrota, um elenco recheado de jogadores que atuam nos principais clubes da Europa e o status de melhor seleção africana no ranking da Fifa, os marroquinos chegam ao Mundial como um dos adversários mais complicados da primeira fase.
Por isso, o confronto contra os africanos é tratado como um teste de alto nível para a equipe de Carlo Ancelotti logo na abertura da competição.
