Mulheres Brabas: Vivi Winkler revela trajetória e luta contra o preconceito

Influenciadora campeão do Arnold Classic South America 2018 explicou surgimento do projeto "Mulheres Brabas"

Vivi Winkler também explicou que, para uma mulher ser "braba", ela precisa se colocar em primeiro lugar

Vivi Winkler também explicou que, para uma mulher ser "braba", ela precisa se colocar em primeiro lugar | Yuri Villaça/Grupo GMG

A influenciadora e ex-fisiculturista Vivi Winkler, de 34 anos, compartilhou detalhes sobre sua trajetória e o projeto “Mulheres Brabas”, focado na união e autossuficiência feminina.

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Os relatos foram colhidos durante uma entrevista exclusiva concedida no último sábado (25/4) à TV GMG, no estande do grupo de comunicação no Arnold Sports Festival South America 2026.

Campeã do Arnold Classic South America 2018 na categoria Wellness, Winkler relembrou o preconceito sofrido durante o início da carreira, há 9 anos, e contou sua história de superação.  

“Quando uma mulher colocava um biquíni apenas para mostrar o corpo evoluindo, ainda havia muito preconceito. A primeira grande barreira foi entender que eu precisava seguir independentemente da opinião das pessoas”, afirmou a influenciadora.

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O que é “ser braba”?

Vivi Winkler também explicou que, para uma mulher ser “braba”, ela precisa se colocar em primeiro lugar. Segundo a ex-fisiculturista, é necessário ignorar a opinião dos outros e focar no objetivo.

Perguntada sobre como surgiu o projeto, Winkler explicou que a ideia era ajudar mulheres a manter a forma durante a pandemia de covid-19, mas a iniciativa acabou “furando a bolha”.

Vivi Wickler durante entrevista à TV GMG/Yuri Villaça/Grupo GMG

“Começou na pandemia com a minha personal, Silvia. Queríamos ajudar as pessoas em casa e postamos um vídeo que bombou. Criamos um quadro de treino que virou humor com treino devido à nossa conexão. Eu dormi pensando num nome e surgiu ‘A Braba’”.

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“Ser braba não era apenas um treino: é ser braba na vida, no preconceito, nas páginas que você precisa virar e em bancar seus próprios sonhos (…). É sobre ser emocionalmente autossuficiente e não precisar da validação de ninguém”, completou.

Início da carreira

Antes de brilhar no fisiculturismo, a influenciadora trabalhava como enfermeira em uma obra. Ela afirmou que começou a pedir ovo cozido no refeitório para perder peso, o que incentivou os demais trabalhadores a seguir seu exemplo.

Depois disso, Winkler foi convidada para participar de um evento enquanto treinava em uma academia. A mulher disse ainda que adorava desafios e tinha “boa vontade”. A iniciativa lhe rendeu o segundo lugar no torneio.

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A experiência a motivou a continuar e a investir em competições do gênero. Os resultados foram os melhores possíveis.

“Foquei dois anos em mudar meu corpo. Conheci a Carol Vaz e ela me desafiou a competir profissionalmente. Em 11 meses, ganhei tudo: estreante, estadual, brasileiro (fiquei em 3º) e o Arnold Overall”.

Novo Projeto (14)Vivi Wickler durante entrevista à TV GMG/Yuri Villaça/Grupo GMG

As competições de bodybuilding não apenas ajudaram sua carreira como auxiliaram na articulação do projeto “Mulheres Brabas”.

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“Percebi então que o esporte não é só o palco, mas o ecossistema de mulheres em volta — mulheres em relacionamentos tóxicos, obesas ou desmotivadas. Eu as trouxe para o meio ‘braba’. Eu motivo, puxo e dou esporro porque sou sincera”.

Embora não pretenda mais competir, ela foca em projetos de nível mundial em incentivar outras meninas.

Segredo para o sucesso e importância do Arnold Sports

Vivi Winkler afirma que o segredo para o sucesso é ser espontâneo e investir na disciplina. Estes valores permitiram sua ascensão como rainha de bateria na Estácio de Sá, escola de samba do Rio de Janeiro que disputa a Série Ouro carioca.

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Por fim, a influenciadora destacou a importância do Arnold Sports Festival South America 2026 como uma forma de divulgação.

A mulher explica que o festival permite ao público sentir a essência do esporte, além de estabelecer uma conexão direta com o entusiasta do fisiculturismo.