Casos de feminicídio crescem 34% no 1º semestre em São Paulo, segundo SSP

Agressão, ameaça e pedidos de medidas protetivas também tiveram aumento

Número de casos de feminicídio aumentaram 34% no primeiro semestre

Número de casos de feminicídio aumentaram 34% no primeiro semestre | Paulo H. Carvalho/Agência Brasil

O estado de São Paulo registrou um aumento e 34% no número de casos de feminicídio no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2022, segundo dados da Secretaria de Segurança do Estado (SSP).

Ainda segundo dados da SPP, entre os meses de janeiro e junho de 2023, foram registrados 111 casos de assassinatos de mulheres em todo o estado. No ano anterior, foram 83. A matéria tem informações do portal “g1”.

Foram registrados 28.117 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres, 14% a mais do que o mesmo período em 2022.

Outro aumento foi nos casos de ameaças contra mulheres: 48.728 registros, contra 29.313 em 2022, ou seja, uma alta foi de 66%.

Quando se trata dos pedidos de medidas protetivas o aumento foi de 17 % no primeiro semestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado.

“Os números são muito significativos, eles estão clara e abertamente dizendo para todas as instituições: vocês não fizeram a lição de casa. O que nós estamos oferecendo para a mulher vítima ainda é nada diante do cenário. Nós não estamos oferecendo o que é eficaz”, disse Artenira Silva, pesquisadora de Direitos Humanos, ao portal “g1”.

A pesquisadora aponta lacunas durante o processo pelo qual uma vítima de agressão passa. “A principal medida protetiva não deveria ser o afastamento do agressor da vítima. A falta de percepção, de qualificação, para avaliar o caso daquela vítima faz com que, na maioria das vezes, se defira uma medida protetiva que está no rol da lei e não que você imagine que medida serviria melhor para aquela mulher naquele caso”, afirmou ao portal “g1”.

Campanha “São Paulo por Todas”

No início de agosto, foi lançada a campanha “São Paulo por Todas” e regulamentado o protocolo “Não se Cale” para reforçar as estratégias de proteção das mulheres em estabelecimentos como bares, restaurantes e hotéis, entre outros.

A campanha tem o foco em padronizar as formas de acolhimento às mulheres diante de um pedido de socorro ou suspeita de caso de assédio, violência ou importunação sexual e suporte do poder público.

A SP Mulher fechou ainda acordo com a Universidade Virtual do Estado de São Paulo para capacitar os profissionais que trabalham no setor. O governo do estado prorrogou até a próxima segunda-feira (28) o prazo de inscrição para um curso de combate à violência contra a mulher.

São 30 horas de aulas online. As inscrições são feitas pelo site.