Com atraso, Nunes promete transporte por barco na Billings para fim de março

Projeto que liga o Grajaú a regiões mais centrais estava programado para fevereiro; prefeito explicou atraso

O transporte foi inaugurado na represa Bilings, em São Paulo, com dois barcos

Aquático SP em teste na represa Billings, zona sul de São Paulo | Reprodução

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quinta-feira que a operação do Aquático SP, transporte municipal por barco pela represa Billings, vai se iniciar até o fim de março. O projeto estava programado para começar ainda em fevereiro deste ano.

“Tivemos problemas em relação às licenças, e é natural que aconteça isso. Vamos adequando, não está tão fora do nosso cronograma”, disse o emedebista, durante visita às obras do Terminal Hidroviário Parque Mar Paulista, na região do Grajaú, zona sul da Capital.

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Segundo o prefeito, quem mora no Grajaú, na zona sul da cidade, gasta atualmente até uma hora e meia para chegar em Santo Amaro pelas avenidas Dona Belmira Marin e Senador Teotonio Vilela, e esse tempo vai ser baixado para 15 minutos pelo Aquático SP.

Ele também disse que o local será importante para o turismo na região. “Além de melhorar as opções para o transporte no dia a dia da semana, também nos fins semana [será útil para] as pessoas poderem conhecer esses patrimônios da cidade de São Paulo, que são as nossas represas”, afirmou.

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A previsão é de que 385 mil pessoas sejam beneficiadas. Caso seja concretizado, será o primeiro modo de transporte coletivo por embarcações na cidade.

Operação assistida

Em contato com a Gazeta, a SPTrans confirmou que está preparando a operação assistida do primeiro trecho do Aquático SP, entre o Cantinho do Céu e o Mar Paulista. A embarcação terá capacidade para 60 passageiros e mais dois espaços para cadeiras de rodas.

O projeto consta no Programa de Metas 2021-2024 e o transporte hidroviário está previsto no Plano Diretor Estratégico e no Plano de Mobilidade. O modal será implantado inicialmente apenas na represa Billings.

Ainda segundo a SPTrans, a chegada das embarcações ocorrerá de maneira gradativa, paralelamente à realização das obras de adequação na região.

Não foi informado quantas embarcações haverá no total e o custo total da operação. Também ainda não há esclarecimentos sobre os custos da passagem, mas a expectativa é que o valor seja o mesmo dos ônibus municipais, que hoje é de R$ 4,40 e gratuita aos domingos.