PMs são afastados após youtuber filmar ação em favela de SP

A decisão pelo afastamento dos agentes partiu da corporação e do governo do Estado de São Paulo

Os PMs poderão ser punidos administrativamente

Os PMs poderão ser punidos administrativamente | Reprodução/Youtube

Um youtuber norte-americano, Gen Kimura, filmou ações da Polícia MIlitar (PM) em favelas da zona norte de São Paulo, com isso, cinco policiais militares foram afastados preventivamente por envolvimento na gravação.

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Punição administrativa

Os agentes irão cumprir serviços administrativos enquanto durar a investigação interna que apura se eles cometeram alguma irregularidade após o influencer divulgar um documentário com as imagens do trabalho policial nas suas redes sociais. Os PMs poderão ser punidos administrativamente.

Dos quatro policiais que aparecem nas imagens, um deles é um sargento que chegou a dizer em inglês no documentário que as mortes de criminosos são comemoradas “com charutos e cerveja”. O outro PM, não aparece nas filmagens, mas autorizou a gravação.

A decisão pelo afastamento dos agentes da PM partiu da corporação e do governo do Estado de São Paulo.

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Investigação

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) está investigando a participação do youtuber. O influenciador estava em uma viatura da PM, usando um colete da corporação, e documentou toda a operação..

Gravação irregular

A SSP considerou que, apesar da Polícia Militar ter autorizado a gravação, o comando da corporação não havia tido conhecimento do documentário. Por esse motivo, a gravação foi considerada irregular.

Prática proibida

Segundo a SSP, a prática é proibida.

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“Toda a dinâmica mostrada nas imagens, envolvendo um civil em práticas exclusivamente militares, não é permitida e fará parte das investigações”, afirmou a Secretaria.

Nas imagens, Kimura narra as perseguições feitas pelos policiais e comenta sobre as ações da polícia nas comunidades.

“Esse sou eu numa perseguição policial no país mais mortal do mundo”, diz o influenciador no vídeo. Ele também descreve como os policiais revistam pessoas e casas, afirmando que, embora não tenham encontrado nada suspeito, os agentes continuaram as revistas.

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*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita