Com a chegada do verão e das chuvas típicas desse período do ano, a prefeitura de Taboão da Serra, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), alerta para a criação de focos de dengue. A doença é causada pelo Aedes aegypti, mosquito que se prolifera por meio de água parada.
O secretário de saúde, José Alberto Tarifa, reforça a importância de tomar medidas de prevenção. “O mesmo mosquito que causa a dengue também causa o zika vírus e a febre chikungunya, três enfermidades graves. Não existe prevenção mais efetiva do que evitar o criadouro do mosquito”, explica.
A SMS e o CCZ recomendam que a população verifique se caixas d’água, cisternas e outros reservatórios de água estão bem vedados; mantenha os pneus em locais protegidos da chuva ou de forma a evitar o acúmulo de água; deixe garrafas vazias guardadas com o gargalo para baixo ou tampadas; limpe com frequência os potes de água de animais de estimação; coloque terra nos pratos de plantas que juntam água; seque a água da bandeja externa da geladeira e da bandeja coletora do ar condicionado; cubra piscinas; não deixe juntar água nas calhas e descarte o lixo em sacos plásticos bem fechados e em locais adequados.
Dengue mata
Dengue é uma doença infecciosa grave causada por um vírus que é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. Seus principais sintomas são febre alta, dores no corpo e dor de cabeça.
Pessoas mais velhas e/ou que tenham problemas crônicos – como diabetes e hipertensão – correm mais risco de complicações.
A principal complicação da dengue é o choque hemorrágico, que é quando a pessoa perde cerca de 1 litro de sangue de uma vez. Essa condição faz com que o coração perca capacidade de bombear o sangue para todas as partes do corpo. Disso, podem surgir problemas graves em vários órgãos, inclusive aqueles responsáveis por funções vitais.
Outra reação grave é a multiplicação do vírus no sangue, que provoca inflamação nos vasos sanguíneos, fazendo com que o sangue fique mais espesso e circule mais lentamente. Nesse caso, o risco é de coagulação e trombose, o que também pode levar à morte.
Como toda infecção, a dengue ainda pode levar ao desenvolvimento de Síndrome de Gulliain-Barre, encefalite e outras complicações neurológicas.
Casos no estado de São Paulo
No estado de São Paulo, o número de casos da infecção transmitida pelo Aedes aegypti aumentou 128% em comparação com o ano passado. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, até o final de outubro de 2021, a pasta havia recebido 139,2 mil notificações da doença. Neste ano, já foram reportados 317,9 mil casos de dengue no mesmo periodo.
Em relação as mortes, o estado já registrou três vezes mais óbitos causados pelo vírus que em 2021. Até o final de outubro de 2022, 274 pessoas morreram vítimas da doença. No mesmo período do ano passado, as cidades paulistas perderam 62 pacientes com esse diagnóstico.
