Vaquinha eleitoral de 2026 bate R$ 1,2 milhão no topo, enquanto Flávio soma R$ 200 mil e Lula não mostra total 

Levantamento nas plataformas de financiamento coletivo e no TSE mostra disparidade de recursos entre pré-candidatos

Arrecadação por financiamento coletivo online serve de termômetro de engajamento para as eleições de 2026 / Ilustração/IA

Antes mesmo do início oficial da propaganda, as doações de pessoas físicas pela internet já desenham o mapa de força digital dos candidatos à Presidência 2026. No topo, Renan Santos (Missão) ultrapassa R$ 1,2 milhão nas plataformas, valor seis vezes maior que os R$ 204 mil captados por Flávio Bolsonaro (PL).

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O cenário contrasta diretamente com a página do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebe repasses sem consolidar o saldo público. Com regras rígidas do TSE que retêm a verba até o registro formal das chapas, a vaquinha virtual virou o primeiro confronto real de popularidade entre militâncias.

Liderança milionária e o contraste com Flávio Bolsonaro

No topo absoluto da captação online aparece Renan Santos. O pré-candidato já declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a quantia de R$ 1.220.288,00 obtida exclusivamente por financiamento coletivo.

Quando a consulta é feita em tempo real na própria plataforma de arrecadação, o montante é ainda maior, alcançando R$ 1.267.697,54 acumulados. O valor coloca o candidato como o principal puxador de recursos digitais até o momento.

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Em segundo lugar na preferência das doações virtuais está Flávio Bolsonaro. O senador reuniu até agora R$ 204.071,78 por meio de uma página própria de campanha. Apesar da quantia expressiva captada na rede, o montante ainda não foi lançado na base aberta do TSE.

O caso de Lula e os valores intermediários na internet

Um dos pontos que mais chamam a atenção no cenário atual é a situação do presidente Lula. A página oficial do petista para arrecadação está no ar e lista nomes de doadores e quantias individuais, mas não exibe o painel consolidado com o total arrecadado.

No sistema do tribunal, o presidente também não apresenta valores registrados sob essa modalidade. Logo atrás dos ponteiros, outros nomes tentam tracionar a militância na rede:

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  • Samara: R$ 82.370,00 (plataformas online)
  • Edmilson Costa: R$ 13.366,00 (plataformas online)
  • Rui Costa Pimenta: R$ 5.518,00 (plataformas online)
  • Ronaldo Caiado: R$ 4.840,00 (plataformas online)
  • Augusto Cury: R$ 4.564,00 (plataformas online)
  • Hertz Dias: R$ 2.090,00 (plataformas online)
  • Clariana Barão: R$ 127,00 no site Quero Apoiar (com R$ 0,00 no TSE)

A advogada Clariana Barão, que disputa a corrida pelo Palácio do Planalto, ilustra bem o estágio inicial de captação de partidos menores. Já nomes como Pablo Marçal, Romeu Zema e Wilson Grassi não possuem vaquinhas ativas identificadas nas buscas nem registros no tribunal.

Como funcionam as regras do TSE para a vaquinha eleitoral

O financiamento coletivo não serve apenas para reforçar o caixa: virou um verdadeiro termômetro de engajamento orgânico. Pela legislação eleitoral, somente pessoas físicas podem fazer repasses, obrigatoriamente vinculados ao CPF do doador e geridos por empresas homologadas pela Justiça.

O dinheiro doado, no entanto, não fica livre de imediato. Todo o saldo arrecadado nesta fase de pré-campanha permanece retido pelas plataformas e só poderá ser movimentado após a homologação formal da candidatura e a abertura da conta bancária oficial da campanha.

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Além do financiamento coletivo e dos fundos partidários e eleitorais, a prestação de contas dos postulantes inclui o detalhamento patrimonial, com dados que vão desde contas bancárias até veículos e frotas declaradas pelos concorrentes à Justiça Eleitoral, além de doações diretas via Pix na campanha oficial.