Veja qual bairro de SP tem mais cracolândias fora do centro

Bairro fora da região central de São Paulo concentra 4 cracolândias; levantamento mostra que há 72 em toda a Capital

Bairro da zona norte concentra maior número de cracolândias da Capital

Bairro da zona norte concentra maior número de cracolândias da Capital | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Parque Novo Mundo, na zona norte, é o bairro onde há mais concentrações de usuários de droga na cidade de São Paulo fora da região central. Há quatro “cracolândias” espalhadas pelo local.

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Os dados são do governo paulista, e foram obtidos e divulgados inicialmente pela Folha.

O Parque Novo Mundo fica no encontro entre a marginal do Tietê e a rodovia Presidente Dutra, e está próximo ao Tatuapé, bairro da zona leste da cidade.

Cracolândias espalhadas pela Capital

Já a capital paulista inteira tem 72 concentrações de usuários de drogas, principalmente crack. As cenas abertas de uso estão espalhadas em 47 bairros da Capital.

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Esses espaços são classificados pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) como “áreas de atenção”, e são referentes ao início de 2023. Os dados foram obtidos e divulgados inicialmente pela Folha, via Lei de Acesso à Informação.

Hoje, a mais famosa cracolândia da cidade está na rua dos Protestantes, no centro da cidade.

Já o Estado, segundo o estudo, tem 160 cracolândias, divididas em 45 municípios.

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Cracolândias na periferia

A maior parte das cenas abertas de uso está em áreas mais afastadas do centro da Capital. São 20 na zona leste, 14 na zona norte, seis na zona sul e apenas um na zona oeste.

Em três, Jardim Santa Terezinha, Jardim São Carlos e Parque Maria Fernanda, não foi possível precisar a área exata, uma vez que há bairros com o mesmo nome em mais de uma zona da cidade.

Outros 15 pontos estão em regiões centrais: seis em Campos Elíseos, quatro em Santa Ifigênia, dois na Consolação e na Liberdade e um na Sé. Há também cenas abertas no Alto de Pinheiros e Pinheiros, áreas consideradas nobres na zona oeste.

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Como os dados foram obtidos

Os dados foram obtidos pela Folha após pedido via Lei de Acesso à Informação. O processo do pedido até a liberação durou 10 meses, que a solicitação foi negada duas vezes pela administração estadual.

A Secretaria da Segurança Pública detalhou a metodologia utilizada no levantamento, baseado no modelo do Lecuca (Levantamento de Cenas de Uso em Capitais), projeto criado por pesquisadores da Unifesp.