Paulistas sofrem infarto mais cedo aos 58 anos e estudo expõe como o estresse antecipa o perigo

Levantamento da Rede D’Or avaliou 4.921 pacientes e encontrou média de 58 anos entre os casos de infarto em unidades paulistas

Foto: Towfiq/ Pexels

Estudo aponta que São Paulo tem pacientes de infarto mais jovens entre estados analisados /Towfiq/ Pexels

Um estudo realizado pelo departamento de cardiologia da Rede D’Or identificou que São Paulo tem a menor média de idade entre os pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM) nos estados analisados.

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No levantamento, a média entre os pacientes paulistas foi de 58 anos.

A pesquisa analisou 4.921 pacientes atendidos com suspeita de infarto entre janeiro de 2025 e março de 2026.

São Paulo e Rio de Janeiro concentraram 60% dos atendimentos, com 1.482 e 1.466 pacientes, respectivamente.

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Infarto aparece mais cedo em SP

Do total analisado, 2.727 pacientes receberam diagnóstico de angina instável e outros 2.194 tiveram infarto.

Entre os casos de IAM, 1.455 foram classificados como sem supra ST, quando há obstrução parcial de uma artéria coronária.

Outros 739 apresentaram supra ST, situação em que a artéria está totalmente obstruída.

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O Rio de Janeiro registrou o maior número de infartos confirmados, com 764 casos. São Paulo apareceu em seguida, com 572.

Apesar do número menor de casos confirmados, a idade média dos pacientes paulistas foi inferior à registrada no Rio. Foram 58 anos em São Paulo contra 62 no Rio de Janeiro.

Nos demais estados incluídos na análise, as médias foram ainda maiores: 69 anos na Bahia, 67 em Brasília, 67,5 em Minas Gerais e 70 em Pernambuco.

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Estresse está entre os fatores

Para a cardiologista Mariana Mancilha, do Hospital Vila Nova Star e gerente médica da Cardiologia D’Or, o perfil mais jovem encontrado em São Paulo pode ter diferentes causas.

Entre os fatores associados ao infarto, ela destaca o estresse psicossocial, além de tabagismo, hipertensão, diabetes e dislipidemia.

O estresse crônico é reconhecido como um importante fator de risco cardiovascular, promovendo alterações neuro-hormonais, metabólicas e inflamatórias que aceleram o desenvolvimento da aterosclerose.

A pesquisa foi realizada em 59 unidades da Rede D’Or, distribuídas por seis estados.

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Há formas de reduzir os riscos

Segundo Mancilha, muitos dos fatores relacionados às doenças cardiovasculares podem ser modificados.

A boa notícia é que grande parte desses fatores pode ser modificada. Cuidar da saúde, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada, controlar a pressão arterial, o colesterol e o diabetes, evitar o tabagismo e procurar atendimento diante de sintomas suspeitos são medidas capazes de prevenir a doença cardiovascular.

Os resultados foram apresentados no Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026, realizado entre 6 e 8 de agosto, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro.

O evento teve como tema “Cardiologia além do coração: da evidência à decisão clínica” e reuniu especialistas brasileiros e internacionais para discutir evidências científicas e desafios da prática cardiovascular.