5 ditados populares que a ciência confirma serem verdadeiros

Pesquisa científica ajuda a explicar provérbios que atravessam gerações

Se o inglês voltou para a sua lista de metas neste início de ano, que ele volte de um jeito diferente

Estudo relaciona sabedoria popular a princípios científicos | Freepik

Os ditados populares fazem parte do cotidiano brasileiro. São frases curtas que atravessam gerações e sugerem conselhos, alertas e reflexões. Muitos deles parecem apenas sabedoria passada de boca em boca. Mas parte dessas expressões encontra respaldo na ciência.

Continua após a publicidade

Frases como “água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura”, “filho de peixe, peixinho é” e “onde há fumaça, há fogo” seguem vivas na cultura.

Nem sempre refletimos sobre suas bases científicas. Especialistas ouvidos pelo UOL ajudaram a explicar como a ciência dialoga com a tradição.

A seguir, cinco exemplos de ditados que ganham reforço das evidências.

Continua após a publicidade

1. “Água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura”

O provérbio destaca a força da repetição e da paciência. A ciência vê lógica nisso, afirma José Eduardo Mautone Barros, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG.

“Água é um solvente universal e pode dissolver boa parte dos materiais, inclusive os minerais.”

O processo depende de tempo, pressão e velocidade. Na natureza, cavernas se formam ao longo de milhões de anos. Em condições extremas, a água também quebra rochas por impacto.

Continua após a publicidade

2. “Filho de peixe, peixinho é”

Usado para explicar semelhanças familiares, o ditado tem base genética.

“Acho que o ditado vem dessa observação empírica, que hoje sabemos estar relacionada à informação que é passada pelo DNA”, diz a geneticista Maria Cátira Bortolini, da UFRGS.

Ela lembra que, antes de Mendel, acreditava-se que a herança vinha da “mistura de sangue”. Daí o uso de expressões como “puxou o sangue do pai”.

Continua após a publicidade

3. “Onde há fumaça, há fogo”

A expressão sugere sinais prévios de risco. A ciência amplia esse entendimento ao explicar como a fumaça se forma.

A coluna visível à distância é composta, em grande parte, por vapor de água. Já a parte escura perto das chamas reúne partículas como fuligem.

O tipo de material queimado define essa composição. Assim, o fogo costuma gerar fumaça, mas o conceito pode ser mais amplo do que indica o provérbio.

Continua após a publicidade

4. “É melhor prevenir do que remediar”

O ditado é coerente com práticas de saúde e economia.

“Se a medicina prevenir o câncer em uma pessoa, evita uma doença que talvez nem consigamos remediar no futuro e que pode causar a morte”, afirma Juarez Cunha, pesquisador e médico do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

Vacinas exemplificam bem essa lógica. Elas bloqueiam doenças antes que elas surjam e eliminam a necessidade de tratar sintomas mais tarde.

Continua após a publicidade

5. “Quem ama o feio, bonito lhe parece”

A frase trata das escolhas afetivas. A ciência explica parte disso por substâncias que modulam comportamentos sociais.

“Há uma série de hormônios que atuam no nosso sistema nervoso central e modulam os comportamentos sociais”, diz Maria Cátira Bortolini.

Endorfina, dopamina e oxitocina influenciam vínculos e percepções. Genes também têm papel no comportamento, mas não atuam sozinhos.

5 ditados populares que a ciência confirma serem verdadeiros

Pesquisa científica ajuda a explicar provérbios que atravessam gerações

Se o inglês voltou para a sua lista de metas neste início de ano, que ele volte de um jeito diferente

Estudo relaciona sabedoria popular a princípios científicos | Freepik

Os ditados populares fazem parte do cotidiano brasileiro. São frases curtas que atravessam gerações e sugerem conselhos, alertas e reflexões. Muitos deles parecem apenas sabedoria passada de boca em boca. Mas parte dessas expressões encontra respaldo na ciência.

Continua após a publicidade

Frases como “água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura”, “filho de peixe, peixinho é” e “onde há fumaça, há fogo” seguem vivas na cultura.

Nem sempre refletimos sobre suas bases científicas. Especialistas ouvidos pelo UOL ajudaram a explicar como a ciência dialoga com a tradição.

A seguir, cinco exemplos de ditados que ganham reforço das evidências.

Continua após a publicidade

1. “Água mole, em pedra dura, tanto bate até que fura”

O provérbio destaca a força da repetição e da paciência. A ciência vê lógica nisso, afirma José Eduardo Mautone Barros, do Departamento de Engenharia Mecânica da UFMG.

“Água é um solvente universal e pode dissolver boa parte dos materiais, inclusive os minerais.”

O processo depende de tempo, pressão e velocidade. Na natureza, cavernas se formam ao longo de milhões de anos. Em condições extremas, a água também quebra rochas por impacto.

Continua após a publicidade

2. “Filho de peixe, peixinho é”

Usado para explicar semelhanças familiares, o ditado tem base genética.

“Acho que o ditado vem dessa observação empírica, que hoje sabemos estar relacionada à informação que é passada pelo DNA”, diz a geneticista Maria Cátira Bortolini, da UFRGS.

Ela lembra que, antes de Mendel, acreditava-se que a herança vinha da “mistura de sangue”. Daí o uso de expressões como “puxou o sangue do pai”.

Continua após a publicidade

3. “Onde há fumaça, há fogo”

A expressão sugere sinais prévios de risco. A ciência amplia esse entendimento ao explicar como a fumaça se forma.

A coluna visível à distância é composta, em grande parte, por vapor de água. Já a parte escura perto das chamas reúne partículas como fuligem.

O tipo de material queimado define essa composição. Assim, o fogo costuma gerar fumaça, mas o conceito pode ser mais amplo do que indica o provérbio.

Continua após a publicidade

4. “É melhor prevenir do que remediar”

O ditado é coerente com práticas de saúde e economia.

“Se a medicina prevenir o câncer em uma pessoa, evita uma doença que talvez nem consigamos remediar no futuro e que pode causar a morte”, afirma Juarez Cunha, pesquisador e médico do Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

Vacinas exemplificam bem essa lógica. Elas bloqueiam doenças antes que elas surjam e eliminam a necessidade de tratar sintomas mais tarde.

Continua após a publicidade

5. “Quem ama o feio, bonito lhe parece”

A frase trata das escolhas afetivas. A ciência explica parte disso por substâncias que modulam comportamentos sociais.

“Há uma série de hormônios que atuam no nosso sistema nervoso central e modulam os comportamentos sociais”, diz Maria Cátira Bortolini.

Endorfina, dopamina e oxitocina influenciam vínculos e percepções. Genes também têm papel no comportamento, mas não atuam sozinhos.