A conexão entre o celular e o banheiro: por que o hábito custa caro à saúde

Novas diretrizes médicas alertam para o risco de hemorroidas e a importância da fibra no prato

Ficar muito no celular ao usar banheiro pode custar caro à sua saúde

Ficar muito no celular ao usar banheiro pode custar caro à sua saúde | Pexels

Sabe aquele momento de “paz” no banheiro, onde você aproveita para colocar as redes sociais em dia ou responder mensagens de trabalho? Pois saiba que esse hábito, aparentemente inofensivo, está na mira dos especialistas em saúde.

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Recentemente, novas diretrizes lançadas pela Associação Americana de Gastroenterologia trouxeram um alerta que serve como um verdadeiro “puxão de orelha” digital: o tempo excessivo sentado no vaso sanitário, potencializado pelo uso do celular, é um dos principais vilões por trás do surgimento de hemorroidas.

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O perigo do “efeito rede social” no trono

Não é apenas o esforço físico que causa o problema. O design do vaso sanitário deixa a região glútea sem apoio, o que aumenta o fluxo sanguíneo para o ânus e gera uma pressão constante nas veias delicadas da região.

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Estudos recentes indicam que adultos na faixa dos 40 e 50 anos que levam o celular para o banheiro têm chances significativamente maiores de desenvolver inflamações do que aqueles que deixam o aparelho do lado de fora.

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A regra de ouro dos médicos é clara: o tempo máximo de permanência deve ser de cinco minutos. Se você perde a noção do tempo, a dica é literal: coloque o despertador.

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Proteína no foco, fibra no esquecimento

Outro ponto crucial levantado pelas novas diretrizes é o equilíbrio nutricional. Com a popularidade de dietas ricas em proteínas — como a carne vermelha e os embutidos —, muitos acabam deixando de lado as fibras, essenciais para o bom funcionamento do intestino.

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O problema não é a proteína em si, mas a ausência do que ela “expulsa” do prato. Enquanto homens deveriam consumir cerca de 38 gramas de fibras por dia e mulheres 25 gramas, a média populacional está longe de atingir essas metas.

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Sem fibras, o intestino desacelera, as fezes endurecem e o esforço evacuatório se torna o gatilho perfeito para as crises hemorroidárias.

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Como proteger o seu bem-estar

Para evitar o desconforto e garantir uma rotina mais leve, algumas mudanças de hábito são fundamentais:

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Turbine o prato: Aposte em proteínas de origem vegetal que também são ricas em fibras, como feijões, lentilhas e grãos integrais. Sementes e vegetais variados devem ser protagonistas, não acompanhamentos.

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Ajuste a postura: Usar um banquinho para apoiar os pés enquanto está no vaso simula a posição de cócoras, que é a forma anatomicamente correta para facilitar a evacuação sem esforço.

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Tecnologia a favor: Considere o uso de bidês ou duchas higiênicas. Eles reduzem o atrito causado pelo papel higiênico, que pode irritar tecidos já sensíveis.