Capital nacional do capim-dourado transforma natureza em riqueza no Cerrado

Região do Jalapão se destaca com pastagens resistentes e baixo custo

Capim resistente garante alimentação do gado mesmo durante a seca prolongada

Capim resistente garante alimentação do gado mesmo durante a seca prolongada | Reprodução/YouTube

O chamado “ouro do Jalapão” não é um minério, mas uma riqueza natural que nasce no solo do Cerrado. No município de Mateiros, essa gramínea nativa se tornou essencial ao transformar áreas secas em pastagens produtivas.

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Adaptado ao clima extremo, o capim conhecido como capim-dourado mantém a alimentação do gado mesmo durante longos períodos de estiagem.

Embora muitas vezes associado ao artesanato típico da região, esse recurso natural tem forte impacto no campo. Sua capacidade de crescer em solos pobres, sem grandes investimentos, o torna uma alternativa eficiente para produtores.

Em uma cidade com pouco mais de 2.700 habitantes, segundo o IBGE, esse capim ganha ainda mais importância econômica.

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Origem milenar e uso tradicional

A presença desse tipo de vegetação no Tocantins é antiga. Espécies do gênero Andropogon já ocupavam a região há milhares de anos, adaptando-se ao fogo natural e às chuvas irregulares. Povos indígenas como os Karajá e os Xavante já conheciam suas propriedades e utilizavam essas plantas no dia a dia.

Com a chegada dos colonizadores, o uso desse capim se expandiu junto com a pecuária. Regiões como o Jalapão passaram a se destacar pela criação de gado baseada em pastagens resistentes, ajudando a consolidar o setor agropecuário no estado.

Resistência e alto valor nutritivo

Um dos principais diferenciais dessa gramínea está na sua resistência. Suas raízes profundas permitem captar água em camadas subterrâneas, garantindo crescimento mesmo em condições adversas.

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Além disso, apresenta bom valor nutricional, sendo capaz de sustentar diferentes tipos de rebanho com eficiência.

Outro ponto importante é a baixa necessidade de manejo intensivo. Isso reduz custos de produção e torna o sistema mais viável, especialmente para pequenos e médios produtores que dependem de soluções adaptadas ao clima do Cerrado.

Impacto direto na economia regional

O Tocantins abriga um dos maiores rebanhos bovinos do país, e parte desse resultado está ligada ao uso de pastagens adaptadas. Municípios como Araguaína e Porto Nacional utilizam amplamente esse recurso, garantindo produtividade mesmo em cenários climáticos desafiadores.

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Além da pecuária, o capim também contribui para outras atividades, como turismo rural e projetos de sustentabilidade. Esse conjunto fortalece a economia local e gera oportunidades em diferentes áreas.

Aliado do meio ambiente e do futuro sustentável

No aspecto ambiental, o capim desempenha papel relevante na preservação do Cerrado. Ele ajuda a evitar a erosão, contribui para a recuperação de áreas degradadas e auxilia na manutenção da biodiversidade.

O futuro aponta para avanços ainda maiores. Pesquisas buscam desenvolver variedades mais resistentes e adaptadas às mudanças climáticas, garantindo que esse “ouro do Cerrado” continue sendo um símbolo de equilíbrio entre produção e preservação nas próximas décadas.