A instalação de carregadores para carros elétricos em condomínios não levanta apenas questões técnicas.
Uma das dúvidas mais comuns entre moradores é sobre quem deve pagar pelos custos envolvidos.
A Lei Estadual nº 18.403/2026, sancionada em fevereiro de 2026 em São Paulo, proíbe condomínios e edifícios comerciais de impedir a instalação de estação de recarga em vaga privativa.
No entanto, grande parte das despesas continua sendo responsabilidade do morador interessado.
Quem paga a instalação?
Quando o carregador é instalado em uma vaga privativa, o custo normalmente fica por conta do próprio morador. Isso inclui despesas como:
- compra do carregador (wallbox);
- cabeamento elétrico;
- disjuntores;
- mão de obra especializada;
- emissão de ART ou RRT por profissional habilitado.
Além disso, a instalação deve respeitar normas técnicas e ser comunicada previamente à administração do condomínio.
Quem paga a energia da recarga?
Outro ponto importante é o consumo de eletricidade. Segundo o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), o gasto com a recarga não pode ser dividido entre todos os moradores.
Ou seja, quem utiliza o carregador deve pagar pela própria energia.
Para garantir isso, os prédios costumam adotar sistemas de medição individual. Entre os modelos mais comuns estão:
- Ligação direta: o carregador é conectado ao medidor do apartamento, e o valor aparece diretamente na conta de luz do morador.
- Medição individual na vaga: quando a rede elétrica é compartilhada, pode ser instalado um medidor exclusivo para registrar o consumo.
- Sistemas de gestão digital: alguns condomínios utilizam aplicativos que registram o uso e cobram automaticamente a recarga.
E quando o carregador fica em área comum?
Se o condomínio decidir criar pontos de recarga em vagas coletivas, como vagas de visitantes, a lógica de custos muda.
Nesse caso, a instalação da infraestrutura pode ser paga coletivamente pelos condôminos, conforme decisão da assembleia ou regras da convenção.
Mesmo assim, o consumo de energia costuma ser cobrado apenas de quem utilizar o carregador.


