Adeus bebês reborn: conheça as ‘ficantes reborn’ com IA

Do silicone à IA: como a tecnologia está redefinindo a intimidade e os riscos por trás disso

Bordéis digitais prosperam, mas especialistas alertam: 'Isso pode agravar a violência contra mulhereS'

Bordéis digitais prosperam, mas especialistas alertam: 'Isso pode agravar a violência contra mulhereS' | Imagem gerada por IA

Se você se impressiona com os bebês reborn, espere até conhecer as bonecas reborn “ficante”. Um bordel cibernético da Europa, o Cybrothel, combina bonecas sexuais, inteligência artificial e realidade virtual para criar experiências íntimas personalizadas.

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https://youtu.be/U2xXjJNFu9w?si=KyNlh2iM9iNIyJSv

Com preços acessíveis e opções que vão desde interações básicas até fantasias complexas, o negócio levanta questões éticas sobre consentimento, misoginia e o impacto da tecnologia na sexualidade.

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Criado como um projeto artístico em Berlim, o Cybrothel atrai principalmente homens em busca de experiências sem julgamentos. No entanto, especialistas alertam para os riscos de normalizar comportamentos abusivos e aprofundar desigualdades de gênero.

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Como funciona o bordel digital

Os visitantes escolhem entre 18 bonecas de silicone, como Red, que oferece serviços desde posições específicas até simulações de fluidos corporais por preços extras. A experiência inclui headsets de realidade virtual e até dubladoras ao vivo.

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Philipp Fussenegger, criador do Cybrothel, explica que 98% dos clientes são homens, muitos acompanhados de parceiros reais. “É um espaço para explorar fantasias sem trair”, diz ele ao portal The Independet”.

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Mas críticos questionam se isso é realmente “eticamente correto”.

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A polêmica das bonecas hiper-realistas

As bonecas seguem um padrão estético hiper-sexualizado: corpos curvilíneos, traços infantis e pele impecável. Fussenegger admite que a indústria ainda é dominada por homens heterossexuais, mas defende a diversidade.

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Laura Bates, autora de “A Nova Era do Sexismo”, denuncia a violência simbólica. Em sua visita disfarçada, encontrou uma boneca com roupas rasgadas e partes danificadas. “Isso reforça a objetificação da mulher”, afirma.

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IA, consentimento e os limites do virtual

O Cybrothel testou chatbots onde usuários conversavam com bonecas antes das visitas. Bates alerta: “Isso confunde a linha entre real e artificial, incentivando a ideia de que mulheres são objetos sempre disponíveis”.

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Estudos mostram que plataformas de IA como Replika e ChatGPT já são usadas para interações sexuais, muitas vezes burlando filtros de segurança. “A normalização desse comportamento é perigosa”, diz a pesquisadora Kerry McInerney.

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Regulação: um desafio global

Com poucas leis específicas, crianças podem acessar conteúdos impróprios em chatbots, e bonecas danificadas revelam fantasias violentas. O Reino Unido estuda incluir verificações de idade, mas especialistas cobram ações mais rígidas.

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“Empresas de tecnologia evitam responsabilidades”, critica Bates. “Precisamos exigir padrões éticos, como em qualquer outro setor”. Enquanto isso, Fussenegger planeja expandir o negócio com robôs sexuais ainda mais realistas.