Aos 41 anos, como Cristiano Ronaldo deixou de ser um homem para se tornar um símbolo

Ídolo nascido na Ilha da Madeira virou um ícone para centenas de milhões de pessoas ao redor do mundo

Junto de Lionel Messi, Cristiano Ronaldo é um dos jogadores mais prolíficos do século XXI

Junto de Lionel Messi, Cristiano Ronaldo é um dos jogadores mais prolíficos do século XXI | Reprodução: @cristiano / Instagram

Em 5 de fevereiro de 1985 nascia na Ilha da Madeira um garoto que viria a ser conhecido como “Robozão” por seus fãs, Cristiano Ronaldo. O CR7 como é mais conhecido ultrapassou os limites de um jogador de futebol e alcançou as estrelas.

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“Um homem, uma máquina, uma besta enjaulada com ódio! Ele não para! Ele vence, e vence, e vence!”
narrou André Henning em um épico jogo entre Real Madrid e Juventus após Cristiano Ronaldo marcar um gol de bicicleta

Chame-o de CR7, Robozão, GOAT, El Bicho ou O Comandante, Cristiano Ronaldo acumulou uma massa de fãs ao seu redor que já somam mais de 671 milhões de pessoas, apenas no Instagram.

Primeiros passos

O primeiro grande capítulo começou no Sporting, onde o atacante apareceu cedo, com velocidade e drible que já chamavam atenção. Porém, a virada de chave veio com a ida ao Manchester United, ainda adolescente, para jogar no mais alto nível do futebol europeu.

No clube inglês, ele amadureceu rápido. Ganhou força física, virou protagonista e passou a decidir partidas com gol, assistência e presença na área, algo que viraria marca registrada na carreira.

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Atualmente o atleta possui uma estátua de bronze na sua cidade natal, MadeiraAtualmente o atleta possui uma estátua de bronze na sua cidade natal, Madeira (Foto: Pauline_17 / Wikimedia Commons)

Manchester United e a primeira Bola de Ouro

Em 2008, Ronaldo viveu um dos anos mais lembrados pelo torcedor. Foi quando conquistou a Liga dos Campeões pelo United e levou a primeira Bola de Ouro, entrando de vez na prateleira dos melhores do planeta.

Ali também começou a rivalidade que dominou a década seguinte, com disputa por prêmios, gols e títulos. A Gazeta reuniu pontos que ajudam a entender a rivalidade que moldou o futebol no século e dividiu torcidas pelo mundo.

Real Madrid, o auge e os recordes

Em 2009, Ronaldo chegou ao Real Madrid e viveu a fase mais produtiva da carreira. Vieram gols em sequência, noites históricas e a consolidação como o principal artilheiro do clube, com números que impressionam até hoje.

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Com a camisa do Real, CR7 conquistou quatro títulos de Liga dos Campeões e virou sinônimo de jogo grande. Era o tipo de jogador que mudava o roteiro quando a partida apertava, muitas vezes com gol decisivo.

Portugal no topo da Europa

Pela Seleção, ele virou referência e capitão por mais de duas décadas. O ponto mais alto foi a Euro 2016, o primeiro grande título da história de Portugal, além da Liga das Nações da UEFA em 2019.

Ronaldo também se tornou o maior artilheiro e o jogador com mais jogos por Portugal, reforçando um domínio que vai além de clubes. Em campo, a diferença sempre foi a mesma: fome de vencer e de marcar. 

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CR7 como marca

Conforme a visibilidade ao redor do seu nome aumentava exponencialmente, Cristiano Ronaldo viu a oportunidade e assinou um contrato vitalício com a Nike no valor de 1 bilhão de dólares, um dos maiores já registrados.

A parceria com a marca rendeu toda uma coleção exclusiva de produtos esportivos, mas os investimentos estavam apenas no começo. Com o capital adquirido, o astro continuou a criar novas franquias, como a rede de hotéis Pestana CR7.

Juventus, retorno e o capítulo saudita

Depois de Madrid, ele foi para a Juventus, conquistou títulos na Itália e manteve a produção de gols. Em seguida, voltou ao Manchester United, em um reencontro que mexeu com a torcida e o noticiário, antes de encerrar o ciclo no clube. 

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No fim de 2022, veio uma mudança que abriu outro capítulo: o futebol da Arábia Saudita. A Gazeta registrou quando CR7 virou jogador do Al Nassr, da Arábia Saudita, em uma transferência que ampliou a visibilidade do campeonato e manteve o craque no centro das atenções.

Aos 41, a meta dos 1.000 gols

Ronaldo segue ativo, marcando, batendo metas e mirando a marca simbólica de 1.000 gols em jogos oficiais. Segundo levantamento do Olympics.com, ele já passou de 960 gols na carreira, mantendo média alta mesmo aos 40 e poucos. 

O aniversário, no fim, vira só um gancho. A história continua sendo a mesma: um jogador que transformou o próprio corpo em projeto, fez do gol um hábito e não abre mão de competir, mesmo quando a maioria já teria parado.