Em 5 de fevereiro de 1985 nascia na Ilha da Madeira um garoto que viria a ser conhecido como “Robozão” por seus fãs, Cristiano Ronaldo. O CR7 como é mais conhecido ultrapassou os limites de um jogador de futebol e alcançou as estrelas.
“Um homem, uma máquina, uma besta enjaulada com ódio! Ele não para! Ele vence, e vence, e vence!”
narrou André Henning em um épico jogo entre Real Madrid e Juventus após Cristiano Ronaldo marcar um gol de bicicleta
Chame-o de CR7, Robozão, GOAT, El Bicho ou O Comandante, Cristiano Ronaldo acumulou uma massa de fãs ao seu redor que já somam mais de 671 milhões de pessoas, apenas no Instagram.
Primeiros passos
O primeiro grande capítulo começou no Sporting, onde o atacante apareceu cedo, com velocidade e drible que já chamavam atenção. Porém, a virada de chave veio com a ida ao Manchester United, ainda adolescente, para jogar no mais alto nível do futebol europeu.
No clube inglês, ele amadureceu rápido. Ganhou força física, virou protagonista e passou a decidir partidas com gol, assistência e presença na área, algo que viraria marca registrada na carreira.
Atualmente o atleta possui uma estátua de bronze na sua cidade natal, Madeira (Foto: Pauline_17 / Wikimedia Commons)Manchester United e a primeira Bola de Ouro
Em 2008, Ronaldo viveu um dos anos mais lembrados pelo torcedor. Foi quando conquistou a Liga dos Campeões pelo United e levou a primeira Bola de Ouro, entrando de vez na prateleira dos melhores do planeta.
Ali também começou a rivalidade que dominou a década seguinte, com disputa por prêmios, gols e títulos. A Gazeta reuniu pontos que ajudam a entender a rivalidade que moldou o futebol no século e dividiu torcidas pelo mundo.
Real Madrid, o auge e os recordes
Em 2009, Ronaldo chegou ao Real Madrid e viveu a fase mais produtiva da carreira. Vieram gols em sequência, noites históricas e a consolidação como o principal artilheiro do clube, com números que impressionam até hoje.
Com a camisa do Real, CR7 conquistou quatro títulos de Liga dos Campeões e virou sinônimo de jogo grande. Era o tipo de jogador que mudava o roteiro quando a partida apertava, muitas vezes com gol decisivo.
Portugal no topo da Europa
Pela Seleção, ele virou referência e capitão por mais de duas décadas. O ponto mais alto foi a Euro 2016, o primeiro grande título da história de Portugal, além da Liga das Nações da UEFA em 2019.
Ronaldo também se tornou o maior artilheiro e o jogador com mais jogos por Portugal, reforçando um domínio que vai além de clubes. Em campo, a diferença sempre foi a mesma: fome de vencer e de marcar.
CR7 como marca
Conforme a visibilidade ao redor do seu nome aumentava exponencialmente, Cristiano Ronaldo viu a oportunidade e assinou um contrato vitalício com a Nike no valor de 1 bilhão de dólares, um dos maiores já registrados.
A parceria com a marca rendeu toda uma coleção exclusiva de produtos esportivos, mas os investimentos estavam apenas no começo. Com o capital adquirido, o astro continuou a criar novas franquias, como a rede de hotéis Pestana CR7.
Juventus, retorno e o capítulo saudita
Depois de Madrid, ele foi para a Juventus, conquistou títulos na Itália e manteve a produção de gols. Em seguida, voltou ao Manchester United, em um reencontro que mexeu com a torcida e o noticiário, antes de encerrar o ciclo no clube.
No fim de 2022, veio uma mudança que abriu outro capítulo: o futebol da Arábia Saudita. A Gazeta registrou quando CR7 virou jogador do Al Nassr, da Arábia Saudita, em uma transferência que ampliou a visibilidade do campeonato e manteve o craque no centro das atenções.
Aos 41, a meta dos 1.000 gols
Ronaldo segue ativo, marcando, batendo metas e mirando a marca simbólica de 1.000 gols em jogos oficiais. Segundo levantamento do Olympics.com, ele já passou de 960 gols na carreira, mantendo média alta mesmo aos 40 e poucos.
O aniversário, no fim, vira só um gancho. A história continua sendo a mesma: um jogador que transformou o próprio corpo em projeto, fez do gol um hábito e não abre mão de competir, mesmo quando a maioria já teria parado.






