Após 25 anos da destruição das Torres Gêmeas no 11 de Setembro, hábitos comuns mudaram os voos no mundo e a segurança em aeroportos para sempre

Atentados contra os Estados Unidos em 2001 deixaram marcas que ainda aparecem em aeroportos, documentos, vigilância e até na forma de encarar uma viagem

Ataque 11 de setembro

Vinte e cinco anos depois, muitas situações que hoje parecem normais fazem parte de uma nova realidade /TheMachineStops (Robert J. Fisch)/Wikimedia Commons

Em 11 de setembro de 2001, o mundo acompanhou uma sequência de ataques que deixou quase 3 mil mortos nos Estados Unidos e mudou profundamente a percepção sobre segurança.

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No entanto, os efeitos daquele dia não ficaram restritos a Nova York, Washington e à Pensilvânia.

Vinte e cinco anos depois, muitas situações que hoje parecem normais fazem parte de uma nova realidade construída após os atentados contra as Torres Gêmeas e o Pentágono. Viajar de avião, por exemplo, nunca mais foi exatamente igual.

Antes do 11 de Setembro, aeroportos tinham outra dinâmica

Uma das mudanças mais perceptíveis ocorreu justamente nos aeroportos.

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Antes dos atentados, familiares e amigos podiam acompanhar passageiros até os portões de embarque em muitos aeroportos dos Estados Unidos. A segurança existia, mas o controle sobre o acesso às áreas próximas aos aviões seguia uma lógica bem diferente.

Depois do 11 de Setembro, autoridades reforçaram as barreiras e passaram a restringir fortemente o acesso de pessoas sem passagem às áreas de embarque.

Curiosamente, 25 anos depois, alguns aeroportos norte-americanos começaram a testar novamente programas que permitem a entrada de determinados visitantes sem passagem, desde que cumpram exigências de segurança.

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A mudança mostra como o 11 de Setembro criou uma divisão clara entre a experiência de viajar antes e depois de 2001.

Mais proteção na cabine do avião

Os sequestradores usaram aviões comerciais como armas nos ataques. Por isso, uma das primeiras respostas envolveu a proteção da cabine dos pilotos.

O governo norte-americano passou a adotar medidas para dificultar ou impedir o acesso não autorizado ao cockpit. Entre elas, entrou o reforço das portas das cabines.

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Atualmente, passageiros já encaram a cabine como uma área completamente isolada durante o voo. Porém, essa lógica ganhou força justamente após os atentados.

Revistas, bagagens e novos controles

O 11 de Setembro também mudou a estrutura responsável pela segurança da aviação nos Estados Unidos. A legislação posterior aos ataques colocou a segurança aeroportuária sob responsabilidade federal e criou a Transportation Security Administration, a TSA.

Além disso, autoridades ampliaram a inspeção de passageiros e bagagens e reforçaram a proteção das aeronaves.

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Com o passar dos anos, novas ameaças também provocaram mudanças adicionais.

Tentativas de ataques posteriores ajudaram a criar medidas que hoje fazem parte da rotina de milhões de passageiros, como regras específicas para líquidos na bagagem de mão e procedimentos adicionais de inspeção.

Por isso, nem toda regra atual nasceu diretamente em 11 de setembro de 2001. Ainda assim, os atentados mudaram a lógica da segurança aérea e abriram caminho para um sistema muito mais rigoroso.

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Viajar passou a exigir outra relação com a segurança

A transformação também afetou o comportamento dos passageiros. Hoje, chegar mais cedo ao aeroporto, enfrentar filas de inspeção e passar bolsas e objetos por equipamentos de segurança fazem parte da rotina.

Ao longo dos anos, o processo incorporou novas tecnologias e sistemas de identificação.

Assim, viajar deixou de envolver apenas a compra de uma passagem e o embarque, como era comum antes do fatídico ataque.

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O medo também mudou a forma de enxergar os aviões

Antes do 11 de Setembro, sequestros de aeronaves já aconteciam. No entanto, os ataques mudaram a percepção sobre esse tipo de ameaça.

O risco deixou de ser associado apenas à possibilidade de negociação e passou a envolver a utilização da própria aeronave como arma. Essa mudança influenciou protocolos, treinamentos e a resposta de tripulações e passageiros diante de situações de emergência.

Um dia que ainda aparece no cotidiano

As mudanças provocadas pelo 11 de Setembro vão além dos aeroportos.

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O período posterior aos ataques também trouxe debates sobre vigilância, privacidade, fronteiras e a presença de medidas de segurança em espaços públicos. Os filmes norte-americanos também passaram a produzir mais conteúdo de ação dos protagonista contra terroristas.

Desta forma, 25 anos depois, o legado daquele dia continua presente em situações aparentemente comuns, como uma fila de inspeção, cabine de pilotos protegidas ou organizar líquidos em embalagens pequenas.