Um dos atores mais famosos do mundo, Jim Carrey deu vida a um dos seus principais papéis da carreira: o clássico “O Grinch”, de 2000, mas, mesmo recebendo um cachê milionário pelo filme, quase abandonou tudo ainda na primeira gravação.
Para dar vida a um dos principais filmes natalinos, o astro recebeu cerca de US$ 20 milhões na época, algo próximo de R$ 110 milhões na cotação atual.
Contudo, uma barreira de desafios para a maquiagem e fantasia do protagonista, incluindo até dificuldades para respirar, quase fizeram com que Jim Carrey voltasse atrás.
O ‘torturante’ processo de maquiagem
Para dar vida ao monstro verde que odeia o Natal, Jim Carrey precisava enfrentar oito horas diárias de maquiagem e aplicação de próteses.
A pior parte ficava por conta da dificuldade para respirar, uma vez que a prótese cobria totalmente o nariz do ator, forçando-o a respirar apenas pela boca durante todas as filmagens. O ator sentia um desespero tão grande que chegou a ter crises de pânico, chegando a deitar no chão do set, sozinho, com um saco de papel, tentando se acalmar.
Além disso, Jim Carrey também era obrigado a utilizar lentes de contatos gigantescas para realçar o olhar de Grinch, o que lhe causava muitas dores nos olhos.
Treinamento militar para suportar a dor
Para convencer o astro a persistir no papel, a produção adotou uma estratégia inusitada: contrataram Richard Marcinko, um ex-comandante dos SEALs da Marinha dos EUA, para treinar o ator.
O profissional passou a ensinar para Carrey algumas técnicas de resistência física e psicológica utilizadas por soldados para sobreviver a situações de confinamento e tortura.
Além do treinamento militar, o ator também recorreu a canções dos Bee Gees para tentar manter a calma durante as quase intermináveis sessões na cadeira de maquiagem.
Apesar de todo o sofrimento nos bastidores, o sacrifício resultou em um dos maiores sucessos de sua carreira. Hoje, 25 anos depois, o filme permanece como um clássico indispensável das celebrações natalinas em todo o mundo.
