Como foram os últimos dias e o último show de Cazuza

Exposição 'Cazuza Exagerado' chega ao Shopping Eldorado e ganha destaque com salas sobre os últimos momentos do cantor

Relembre o diagnóstico de aids, a coragem de falar publicamente sobre a doença e a última turnê do artista

Relembre o diagnóstico de aids, a coragem de falar publicamente sobre a doença e a última turnê do artista | Divulgação/Midiorama

A exposição “Cazuza Exagerado” chegou nesta segunda-feira (22/12) ao Shopping Eldorado, em São Paulo, e já é considerada a maior mostra dedicada à vida e à carreira do artista.

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Entre as 11 salas imersivas da exposição, que ocupam cerca de 1.800 m², uma delas tem chamado atenção especial do público.

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Trata-se da Sala 6 – Caravana do Delírio, que retrata os últimos dias da vida do cantor, que morreu em 7 de julho de 1990, vítima de um choque séptico causado pela aids.

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‘Caravana do Delírio’

Em vez de lamentar a morte de Cazuza, a sala propõe celebrar seus 32 anos de vida por meio de uma experiência imersiva pelas ruas do Rio de Janeiro. O espaço conta com uma réplica realista da Chevrolet Veraneio preta usada pelo artista.

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“O Cazuza, nos seus últimos meses, a diversão dele era andar pela orla do Rio de Janeiro com um motorista e sair com os amigos [para descontrair]”, conta Horácio Brandão, CEO da Midiorama, uma das empresas responsáveis pela exposição, em entrevista à Gazeta.

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A sala reúne ainda diversas fotos de momentos íntimos com pessoas importantes na vida do cantor, além de troféus e registros raros feitos durante internações hospitalares.

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“Esse carro, na exposição, significa o Cazuza se despedindo dos seus amigos”, explica Brandão.

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Os últimos momentos da vida de Caju

Desde o diagnóstico de aids, em 1987, Cazuza iniciou uma longa jornada de tratamentos, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.

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Dois anos depois, assumiu publicamente a doença, quebrando um grande tabu que existia em torno do tema.

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Em entrevista ao Fantástico, Lucinha Araújo, mãe do cantor, relatou que o filho se manteve resiliente até o fim da vida.

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“A maior lembrança que eu tenho dele é a coragem. Coragem com tudo, principalmente na doença. Ele achava que a vida tinha dado tanto para ele que ele não podia se queixar de mais nada”, afirmou.

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A última apresentação

Outro destaque da exposição “Cazuza Exagerado” é a sala que recria a última apresentação do artista no Canecão, tradicional casa de shows do Rio de Janeiro, em 16 de outubro de 1988.

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Apesar disso, a última apresentação oficial de Cazuza aconteceu em 24 de janeiro de 1989, no Recife (PE), durante a turnê O Tempo Não Para, dirigida por Ney Matogrosso, amigo íntimo do cantor.

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Naquele período, Cazuza já estava bastante debilitado em razão das complicações da aids, e a turnê foi marcada por polêmicas e confusões durante os shows.

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Ainda assim, muitos consideram essa turnê o maior ato de coragem do artista, que, mesmo doente, não quis deixar de cantar e fez questão de se despedir dos seus fãs.