Flor de árvore tóxica é letal para abelhas: plantio é proibido em estado brasileiro

Espécie exótica usada na arborização urbana pode matar polinizadores e ameaça o equilíbrio dos ecossistemas

Espécie já foi amplamente utilizada na arborização de ruas e praças

Espécie já foi amplamente utilizada na arborização de ruas e praças | Robert Serbinenko/Pexels

Uma árvore de flores vistosas e crescimento rápido, comum em áreas urbanas, tornou-se motivo de preocupação ambiental no Brasil. A espatódea, também conhecida como Tulipeira-do-Gabão, é considerada tóxica e letal para abelhas nativas.

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Ameaça da produção agrícola

Originária da África, a espécie foi amplamente utilizada na arborização de ruas e praças por seu porte imponente e flores alaranjadas. Com o avanço das pesquisas, porém, surgiram evidências de danos graves à fauna polinizadora.

Estudos indicam que substâncias presentes nas flores da espatódea podem intoxicar abelhas ao entrarem em contato com o néctar, o pólen ou a mucilagem da planta. Em muitos casos, os insetos morrem pouco depois da visita às flores.

O impacto vai além da perda individual de abelhas. A redução de polinizadores compromete a reprodução de plantas nativas, afeta cadeias alimentares e ameaça diretamente a produção agrícola.

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Multa para quem plantar

Diante desse risco, estados brasileiros passaram a adotar medidas restritivas. Em Santa Catarina, o plantio, a produção e a comercialização da espatódea são proibidos por lei, assim como a manutenção de exemplares existentes.

A legislação prevê multas e exige a substituição da árvore por espécies adequadas. A orientação é priorizar plantas nativas, que oferecem alimento seguro para abelhas e outros insetos polinizadores.

Especialistas alertam que o problema não se limita a uma única região. A presença da espatódea em áreas urbanas de diferentes estados mantém o risco ativo, sobretudo em locais com alta diversidade de abelhas nativas.

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Árvores que podem substituí-la

A recomendação de órgãos ambientais é evitar o plantio de espécies exóticas sem avaliação ecológica. Árvores como ipês, ingás e aroeiras são exemplos de alternativas que conciliam paisagismo e preservação.

O caso da espatódea reforça a importância de escolhas responsáveis na arborização urbana. Proteger os polinizadores é uma medida essencial para a conservação ambiental e para a segurança alimentar no longo prazo.

**Texto com informações do portal Canal Rural.