No dia 19 de fevereiro, o esporte mundial celebra o aniversário de Marta Vieira da Silva, a “Rainha” que, ao completar 40 anos, consolida um legado inigualável como o principal nome do futebol feminino do Brasil.
Nascida na cidade de Dois Riachos, Alagoas, em 1986, a atleta transformou a modalidade com uma combinação rara de velocidade, habilidade técnica e uma determinação que a mantém no topo mesmo na fase final de sua carreira.
A ascensão da Rainha: do Alagoas para o mundo
A trajetória de Marta começou precocemente aos 13 anos no CSA de Alagoas. Após passagens pelo Vasco da Gama e pelo Santa Cruz de Belo Horizonte, ela atravessou o Atlântico para brilhar no Umeå IK, da Suécia, entre 2004 e 2008.
Foi em solo sueco que Marta começou a construir sua hegemonia, destacando-se pela força da sua perna esquerda e tornando-se uma referência global.
Seis vezes no topo do planeta
Marta detém uma marca que a coloca em um patamar exclusivo na história do esporte: ela foi eleita seis vezes a Melhor Jogadora do Mundo pela FIFA (2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018).
Um de seus feitos mais impressionantes é o recorde de vencer o prêmio por cinco temporadas consecutivas, superando marcas de ícones masculinos como Lionel Messi. Tamanha técnica lhe rendeu apelidos eternos como “Pelé de Saia” e “Marta Maravilha”.
O legado com a ‘Amarelinha’
Pela Seleção Brasileira, os números da camisa 10 são históricos:
- Artilharia absoluta: Marta é a maior goleadora da história da Seleção Brasileira, incluindo o futebol masculino, tendo ultrapassado a marca de 95 gols de Pelé e superado os 100 gols com a camisa do Brasil.
- Recordes em Copas: é a maior artilheira da história das Copas do Mundo Femininas, com 15 gols marcados.
- Medalhas e títulos: scumula três medalhas de prata olímpicas (Atenas 2004, Pequim 2008 e Paris 2024) e dois ouros em Jogos Pan-Americanos. Recentemente, em 2025, conquistou seu quarto título da Copa América, sendo eleita a melhor jogadora da competição.
Hegemonia nos clubes e no Orlando Pride
Além do sucesso na Europa e de passagens marcantes pelo Santos, onde conquistou títulos importantes, Marta encontrou nos Estados Unidos uma segunda casa.
Defendeu equipes como o Los Angeles Sol e o Western New York Flash, mas é no Orlando Pride que ela estabeleceu uma verdadeira dinastia. Atuando pelo clube há dez temporadas, ela já ultrapassou a marca de 150 partidas e continua sendo a peça central da equipe.
Mesmo aos 40 anos, Marta não é apenas uma recordista; ela é o símbolo da resistência e da evolução do futebol feminino.
Seu impacto vai além das quatro linhas, inspirando gerações a acreditarem que o talento não tem gênero e que a realeza no futebol é conquistada com suor e genialidade.




