Novo estudo importante: veja a idade em que o risco de ataque cardíaco começa a aumentar

Pesquisa que acompanhou mais de 5 mil adultos por décadas sugere que a diferença entre homens e mulheres aparece ainda na casa dos 30

O estudo sugere que fatores tradicionais como pressão, colesterol, glicose, tabagismo, dieta, atividade física e peso explicam apenas parte do cenário, sem "zerar" a diferença observada.

O estudo sugere que fatores tradicionais como pressão, colesterol, glicose, tabagismo, dieta, atividade física e peso explicam apenas parte do cenário, sem "zerar" a diferença observada. | Freepik

Doenças cardiovasculares seguem no topo das causas de morte no mundo, e os números continuam pressionando sistemas de saúde. Um relatório da World Heart Federation estima 20,5 milhões de mortes por doenças cardiovasculares em 2021, perto de um terço dos óbitos globais.

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O que costuma passar despercebido é que o “relógio do coração” pode começar a correr mais cedo do que muita gente imagina.

Um estudo conduzido por pesquisadores ligados à Faculdade de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern, sugere que homens e mulheres têm risco parecido até o começo dos 30, mas por volta dos 35 anos surge um ponto de virada: a curva masculina sobe mais rápido e permanece acima ao longo da meia-idade.

O marco dos 35 e a diferença entre homens e mulheres

Na prática, o trabalho aponta que homens atingiram 5% de incidência de doença cardiovascular cerca de sete anos antes das mulheres (em média, 50,5 anos contra 57,5). E o intervalo ficou ainda mais claro quando o foco foi a doença coronariana, ligada ao entupimento das artérias que alimentam o coração.

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O estudo sugere que fatores tradicionais como pressão, colesterol, glicose, tabagismo, dieta, atividade física e peso explicam apenas parte do cenário, sem “zerar” a diferença observada.

Por que isso importa para quem ainda não chegou aos 40

Existe um hábito cultural de tratar prevenção cardiovascular como assunto “para depois”, geralmente quando a pessoa passa dos 40. Só que, se a curva realmente muda por volta dos 35, esperar pode significar perder um intervalo valioso para ajustar rotina e acompanhar marcadores básicos.

Um checklist simples para a faixa dos 30 e poucos

  • Meça a pressão com alguma regularidade, principalmente se há histórico familiar.
  • Cheque exames básicos (colesterol e glicemia) e discuta a frequência com um profissional.
  • Olhe para o sono e o estresse, que influenciam hábitos e constância de atividade física.
  • Não terceirize o sedentarismo: movimento conta quando vira rotina, não exceção.
  • Se for homem e foge de consulta preventiva, o estudo sugere que essa resistência pode custar caro no longo prazo.

O que a ciência ainda não fechou

Os autores apontam que ainda há lacunas para explicar completamente por que o risco sobe antes nos homens, mesmo após considerar fatores clássicos. A hipótese é que componentes biológicos e sociais entrem na conta, e isso ainda precisa de mais investigação.

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No fim, a mensagem mais útil é direta: a prevenção não começa na meia-idade. Se a diferença aparece aos 35, o melhor momento para organizar check-up e estilo de vida é antes disso.