‘Porta do Inferno’ assusta turistas há mais de 50 anos

Local libera gás metano continuamente desde 1971 e pode ser visto a quilômetros de distância

Vista aérea mostra a dimensão da famosa 'Porta do Inferno' no Turcomenistão

Vista aérea mostra a dimensão da famosa 'Porta do Inferno' no Turcomenistão | Wikimedia Commons

No meio do deserto de Karakum, no Turcomenistão, uma gigantesca cratera em chamas desafia o tempo e desperta a curiosidade de turistas e cientistas do mundo inteiro.

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Conhecida como ‘Porta do Inferno’, a formação surgiu após um acidente durante perfurações soviéticas em busca de gás natural e segue queimando continuamente desde 1971.

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O local, que também recebe o nome de Cratera de Darvaza, virou um dos cenários mais impressionantes do planeta.

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Cercada pelo silêncio do deserto e iluminada por chamas intensas durante a noite, a cratera se transformou em símbolo dos riscos ligados à exploração de combustíveis fósseis.

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Como a cratera surgiu no deserto

Chamas intensas da cratera iluminam o deserto de Karakum – Reprodução/YouTube

A história da Porta do Inferno começou no início da década de 1970, quando engenheiros da antiga União Soviética realizavam buscas por petróleo e gás na região de Darvaza.

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Durante as perfurações, o solo acabou cedendo inesperadamente, formando uma enorme cratera e engolindo equipamentos utilizados na operação.

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Após o acidente, técnicos perceberam que grandes quantidades de metano estavam escapando do subsolo. Temendo intoxicações e explosões, a equipe decidiu incendiar o local para eliminar o gás de maneira controlada.

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A expectativa era que o fogo durasse poucos dias, mas as chamas nunca se apagaram.

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Chamas impressionam quem visita o local

Com aproximadamente 70 metros de diâmetro e cerca de 30 metros de profundidade, a cratera cria um cenário impressionante no meio da paisagem árida do deserto de Karakum. Durante a noite, o brilho alaranjado das chamas pode ser visto a quilômetros de distância.

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O calor intenso dentro da cratera faz com que as temperaturas ultrapassem centenas de graus Celsius. Mesmo depois de mais de meio século, o fogo continua alimentado pelo gás natural presente em grandes quantidades abaixo da superfície.

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Fenômeno também gera preocupação ambiental

Apesar de ter se tornado uma atração turística famosa, a Porta do Inferno também levanta alertas ambientais. Isso porque o metano liberado pela cratera é considerado um dos gases que mais contribuem para o efeito estufa e para o avanço das mudanças climáticas.

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Além da emissão constante de gases, visitantes relatam um forte cheiro de enxofre nas proximidades. Especialistas apontam que o caso evidencia os impactos que acidentes envolvendo exploração de recursos naturais podem causar ao meio ambiente.

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Destino atrai turistas de várias partes do mundo

Governo do Turcomenistão ainda busca alternativas para apagar as chamas -Wikimedia Commons

Nos últimos anos, a cratera ganhou fama internacional e passou a atrair aventureiros interessados em conhecer de perto o fenômeno. Muitos turistas visitam a região para observar as chamas durante a noite e registrar imagens impressionantes do local.

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Vídeos feitos com drones e compartilhados nas redes sociais ajudaram a transformar a Porta do Inferno em um dos cenários mais conhecidos da Ásia Central. O turismo na região, porém, exige cuidados devido ao calor intenso e às condições extremas do deserto.

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Governo ainda busca solução para apagar o fogo

Autoridades do Turcomenistão já anunciaram diferentes planos para tentar extinguir as chamas da cratera. A intenção é reduzir os impactos ambientais e evitar o desperdício das reservas de gás natural do país.

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Mesmo assim, apagar o incêndio não é uma tarefa simples. A pressão contínua do gás subterrâneo dificulta qualquer tentativa definitiva de controle, e especialistas ainda discutem alternativas para encerrar um fenômeno que já dura mais de 50 anos.