O deserto mais antigo do mundo agora encosta suas dunas no mar

Paisagem da Namíbia chama atenção pelo contraste entre areia e Atlântico, além de nevoeiros que ajudam a manter a vida em um clima extremo

Com mais de 2 mil km de extensão, o Namibe reúne dunas altas, ventos fortes e espécies que sobrevivem com pouca água

Com mais de 2 mil km de extensão, o Namibe reúne dunas altas, ventos fortes e espécies que sobrevivem com pouca água | Reprodução/Youtube

O Deserto do Namibe, na Namíbia, é apontado como o deserto mais antigo do mundo. O cenário impressiona pelo contraste raro entre dunas de areia e o Oceano Atlântico, um encontro que vira cartão-postal e atrai turistas de vários países.

Onde fica o deserto do Namibe

O Namibe se estende por mais de 2 mil quilômetros ao longo da costa atlântica da África Austral, passando por Angola, Namíbia e África do Sul. Pesquisadores estimam que essas areias existam há cerca de 55 milhões de anos.

Por estar colado ao litoral, o deserto tem clima e paisagens que mudam rápido. Em alguns trechos, a faixa de terra é estreita, com mar de um lado e dunas do outro, o que exige atenção de quem circula pela região.

Dunas vermelhas e o encontro com o mar

As dunas de areia vermelha são o símbolo do Namibe e podem chegar a cerca de 300 metros de altura. Elas se deslocam com a força dos ventos que sopram do oceano, redesenhando o horizonte ao longo do tempo.

Em áreas costeiras, a combinação de neblina, mar agitado e deserto cria um visual único. Esse tipo de contraste também aparece na faixa costeira da Costa dos Esqueletos na Namíbia, conhecida pela presença de nevoeiros densos e pela convivência entre dunas e oceano.

Para entender melhor o que caracteriza um deserto, vale lembrar que não é só a temperatura que define esses lugares. Um ponto central é a pouca chuva e a baixa umidade, como explica a Gazeta ao detalhar por que o maior deserto do mundo não é o Saara.

Sobrevivência em condições extremas

Mesmo com aridez severa, o Namibe abriga fauna e flora adaptadas ao clima hostil. Um dos exemplos mais conhecidos é a Welwitschia mirabilis, planta que pode viver por mais de mil anos e sobreviver com pouca água disponível no ambiente.

O isolamento geográfico ajuda a preservar a região, que permanece distante de parte da pressão da exploração humana. Em alguns pontos, nevoeiros frequentes também contribuem para a dinâmica local e podem favorecer a sobrevivência de espécies endêmicas.