O que é analfabetismo de IA? Novo problema silencioso atinge jovens e adultos

Especialistas se preocupam com novo risco da Inteligência Artificial

Uso indiscrimidado de IA traz novos perigos.

Uso indiscrimidado de IA traz novos perigos. | Freepik

Um novo tipo de analfabetismo foi identificado por especialistas, e nada tem a ver com saber ou não ler e escrever. A nova dificuldade surge em entender como as inteligências artificiais funcionam.

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Ferramentas como o Gemini, DeepSeek, Chatgpt e tantas outras podem ser grandes facilitadoras no trabalho, e algumas são muito boas em responder perguntas de maneira humana.

É dessa semelhança que surge o perigo. Entenda agora o que é letramento de IA, e por qual motivo a falta dele preocupa os especialistas. 

Entendimento errado da IA

A nova maneira de analfabetismo é, na verdade, não saber fazer as perguntas certas, ler as respostas e principalmente, não desconfiar do que está escrito, conforme explica o portal Xataka Brasil.

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Por se passar tão bem por um ser humano, e ter um funcionamento tão complexo, as inteligências artificiais são vistas como entidades superiores, um “oráculo”. Mas as IAs nem sempre acertam, e suas respostas devem ser verificadas.

As inteligências artificiais, na verdade, são interfaces que nos permitem fazer cálculos muito rápidos e complexos com grandes data centers. As perguntas e pedidos são convertidos em números, e a resposta vem de maneira matemática.

O modelo de difusão, utilizado pelas ferramentas geradoras de imagem, por exemplo, realiza cálculos com centenas de dimensões, algo que o cérebro humano sozinho não consegue calcular.

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Mas quanto mais complexo o cálculo, maior a chance de erros surgirem.

Prejuízo para as empresas

Não entender o funcionamento das inteligências artificiais pode trazer prejuízo para as empresas. Conforme explica o mesmo portal, “aqueles que não sabem usar bem essas ferramentas dificilmente ensinarão a usá-las”.

Cada vez mais processos são automatizados com a utilização das IAs, mas sem um funcionário competente que entende o funcionamento delas e consegue conferir os erros, as corporações podem acabar com grandes prejuízos.

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Conforme explica Antonio Ortiz, especialista em inteligência artificial formado pela Universidade de Málaga, Andaluzia, deixar tudo na “mão” das inteligências artificiais pode gerar um “sedentarismo intelectual”. 

O risco é de que, conforme deixamos cada vez mais pensamentos para uma máquina fazer, passaremos a pensar cada vez menos por nós mesmos.