O fenômeno conhecido como “veranico” vem chegando cada vez mais ao cotidiano brasileiro e tomando as previsões climáticas durante o inverno. Costuma provocar tardes muito quentes e secas, enquanto as madrugadas seguem relativamente secas.
Até agosto, já foram contabilizados três veranicos no inverno de 2026. O primeiro aconteceu entre 17 e 24 de julho, enquanto o segundo foi registrado entre 3 e 7 de agosto. Em seguida, acontece entre os dias 12 e 19 do mesmo mês, apresentando maior abrangência em relação aos anteriores.
A permanência do fenômeno faz com que as áreas indicadas de passagem registrem uma temperatura máxima pelo menos 3 ºC acima do normal, durante dias consecutivos.

Aumento das temperaturas
A intensificação do calor se relaciona diretamente com a circulação de ventos sobre a América do Sul, que dificultam a entrada de massas de ar frio de origem polar ou nuvens de chuva no interior do país.
Isso é explicado por um bloqueio atmosférico que se forma, associado a uma massa de ar seco no centro do país. Isso muda a direção dos ventos, que passam a soprar do norte e nordeste e carregam o ar mais quente. Com isso, a presença direta do sol eleva as temperaturas.
A diferença para a onda de calor
Pela elevação das temperaturas, é comum que o veranico se confunda com as ondas de calor. Porém, as características dos fenômenos são distintas.
Segundo a meteorologia, o que se caracteriza como onda de calor pode ser visto em qualquer época do ano, além de ser definida com base em critérios estatísticos.
O veranico, por sua vez, não depende de dados relacionados à temperatura; trata-se de um evento de tempo seco e médias elevadas durante o dia, o que pode se aproximar do que normalmente é registrado no verão, contrastando com temperaturas baixas durante a madrugada.

