Você já ficou em uma sala onde todo mundo estava confortável… menos você, que já estava de casaco? A resposta vai muito além de frescura, ela está no nosso corpo, no metabolismo, nas hormonas e até na genética.
Corpo e termorregulação: cada biologia é única
Embora a temperatura interna do corpo fique sempre por volta de 37 °C, nossa sensação de frio ou calor varia muito.
Isso acontece porque a percepção térmica depende de vários fatores, começando pelo metabolismo, o processo que converte comida em energia e calor.
Pessoas com metabolismo mais rápido tendem a produzir mais calor, e, portanto, sentem menos frio do que aquelas com metabolismo mais lento.
Mulheres, por exemplo, costumam ter um metabolismo mais baixo e menos massa muscular do que homens, o que pode fazer com que sintam mais frio no mesmo ambiente.
Massa muscular e gordura: mais do que estética
Músculos não servem apenas para força, eles também funcionam como “radiadores” internos.
Quanto mais massa muscular, mais calor o corpo gera mesmo em repouso. Já a gordura corporal age como isolante térmico: ajuda a reter o calor produzido, mas não produz calor por si só.
Por isso, pessoas mais magras podem perder calor mais rapidamente e sentir frio com mais intensidade.
Saúde e hormônios
Algumas condições médicas podem amplificar a sensação de frio.
Por exemplo, hipotireoidismo, quando a tireoide funciona devagar, reduz a produção de calor; anemia e deficiência de vitaminas (como B12) interferem na circulação e deixam mãos e pés gelados.
Já a má circulação em geral faz com que menos sangue quente chegue às extremidades.
Além do físico: cérebro e context
A maneira como percebemos o ambiente também passa pelo cérebro.
Pesquisas sugerem que fatores psicológicos, como estresse ou até ver outras pessoas sentindo frio, podem alterar a sensação térmica.
Além disso, a adaptação ao clima local influencia: quem vive em regiões frias acaba se acostumando e sente menos frio que quem está sempre em ambientes quentes.



