Um menino britânico de 9 anos, chamado Alfie Phillips, se tornou o primeiro paciente no Reino Unido a passar por uma cirurgia inovadora para aumentar a altura de uma perna.
O procedimento corrigiu uma diferença de comprimento entre os membros causada por uma condição rara.
Uma condição rara e seus efeitos
Alfie nasceu com fibular hemimelia, uma condição congênita rara que afeta o desenvolvimento ósseo da perna.
No caso dele, o pé direito era cerca de 2,54 cm mais curto do que o esquerdo, o que podia comprometer a forma de andar, correr e brincar.
A diferença no comprimento das pernas pode gerar desequilíbrio, dores e limitações ao longo do crescimento.
Em situações mais graves, o problema exige acompanhamento constante e intervenções cirúrgicas especializadas.
A cirurgia inovadora
A cirurgia foi realizada por especialistas no Alder Hey Children’s Hospital, em Liverpool, e utilizou tecnologia avançada para alongamento ósseo.
Em vez de um dispositivo externo tradicional, os médicos implantaram um taco telescópico interno no osso da coxa.
O equipamento pode ser alongado gradualmente por meio de ímãs, estimulando o próprio corpo a preencher o espaço com novo tecido ósseo.
A técnica é considerada menos invasiva do que os métodos antigos e reduz riscos durante a recuperação.
Resultados e recuperação
Após o procedimento, Alfie ganhou cerca de 3 cm de comprimento na perna. Ele voltou a correr normalmente e afirma que está se divertindo ao jogar basquete.
A cirurgia ocorreu em março de 2025 e ele ficou internado por menos de uma semana.
A recuperação incluiu sessões regulares de fisioterapia e acompanhamento médico por várias semanas.
Segundo os especialistas, a técnica provoca menos dor e oferece mais conforto em comparação aos tratamentos tradicionais.
O futuro da técnica no Reino Unido
Especialistas avaliam que o caso pode abrir caminho para ampliar o uso da técnica em outras crianças com diferenças no comprimento das pernas.
O hospital já aplicou o método em pacientes com condições semelhantes.
Avanços recentes na medicina, como o uso de avanços recentes na medicina com uso de inteligência artificial na saúde, também têm ampliado as possibilidades de tratamentos mais precisos e personalizados.


