Um estudo inédito aplicou o Índice de Progresso Social (IPS) em todos os 5.571 municípios do País para criar um ranking de qualidade de vida entre todas as cidades e todos os estados do Brasil.
O índice leva em conta critérios em três campos: Necessidades Humanas Básicas; Fundamentos para o Bem-estar; e Oportunidades.
O IPS é atualizado todo ano e o valor do estado é uma média dos municípios.
Veja agora os quatro estados mais bem colocados, os piores colocados, e quais capitais mandaram bem no levantamento.
Estados campeões
Entre todos os estados do Brasil, os melhorres colocados foram:
- São Paulo – 66,25
- Santa Catarina- 64,24
- Paraná – 63,49
- Minas Gerais – 63,11
- Goiás – 62,79
Brasília é a melhor capital do Brasil segundo o IPSJá os piores colocados foram:
- Amapá – 55,76
- Maranhão – 55,72
- Rondônia – 55,67
- Acre – 55,31
- Pará – 53,20
O objetivo do levantamento, segundo contou Beto Veríssimo, coordenador do IPS Brasil, para o portal jornal O Globo, é não quantificar dados já consolidados como o PIB, mas qualificar os resultados e colocar dados em contexto.
“Para o IPS não interessa quanto o município investe. Queremos saber o resultado, saber se no final do dia as pessoas estão vivendo melhor. Nem sempre a cidade com maior renda tem melhor qualidade de vida”, declarou o coordenador.
Melhores capitais
Já entre as melhores capitais, ganham as que foram planejadas, destacaram especialistas. Isso coloca Brasília, cidade planejada mais notável do país, em primeiro lugar. O ranking das cinco maiores são:
- Brasília – 71,25
- Goiânia – 70,49
- Belo Horizonte – 69,62
- Florianópolis – 69,56
- Curitiba – 69,36
Interessante notar que o Rio de Janeiro, talvez a cidade mais icônica do Brasil, não pontuou bem entre as capitais, e ficou em 14º lugar, enquanto São Paulo ficou por pouco fora das cinco maiores, e alcançou o 6º lugar. A explicação, segundo Veríssimo, está na desigualdade:
“O IPS não tem indicador de renda, mas de certa forma consegue medir desigualdade social. Então cidades mais desiguais são afetadas […] Quem conhece as praias do Rio e de Maceió não vê de perto os problemas sociais.”


