Um dos maiores enigmas da arqueologia mundial ganhou uma resposta surpreendente. Um novo estudo científico da Universidade de Curtin, na Austrália, revelou como a Pedra do Altar (Altar Stone), o maior bloco do grupo das “pedras azuis” de Stonehenge, viajou cerca de 700 quilômetros desde o nordeste da Escócia até o sul da Inglaterra, muito antes da invenção da roda.
A pesquisa, conduzida por geoquímicos e pesquisadores internacionais, combinou modelagem numérica e dados geológicos para demonstrar que a rocha de 6 toneladas e 4 metros de comprimento teve sua jornada iniciada pela ação de antigas geleiras da Era do Gelo.
O caminho glacial e a terra perdida de Doggerland
Segundo os cientistas, o bloco de arenito foi extraído da Bacia Orcadiana, na Escócia, e transportado por imensas massas de gelo até Dogger Bank — uma região hoje submersa no Mar do Norte, mas que no período Neolítico era uma faixa de terra habitada chamada Doggerland.
Quando o gelo derreteu, a rocha foi depositada nesse local como um “errático glacial”. As populações neolíticas da época, conhecidas por seu vasto conhecimento sobre minerais e ferramentas de pedra, teriam selecionado o bloco por suas características únicas.
Como a Pedra do Altar chegou até o monumento de Stonehenge?
A Pedra do Altar teria sido levada primeiro pelas geleiras até a região de Doggerland. Quando o aumento do nível do mar transformou o local em uma ilha prestes a afundar, os humanos neolíticos resgataram a rocha e a transportaram por rotas terrestres ancestrais, como a Berkshire Ridgeway, até a Planície de Salisbury, onde Stonehenge foi erguido.







