A cura do câncer é um dos principais objetivos da medicina moderna, com bilhões investidos todos os anos em pesquisas e novos tratamentos. Um estudo recente colocou um ingrediente comum da alimentação no centro das atenções: a semente de berinjela.
Pesquisadores da Universidade de Granada, na Espanha, identificaram que o extrato das sementes da berinjela, da variedade Solanum melongena L., apresenta potencial para inibir a proliferação de tumores associados ao câncer colorretal.
Resultados da Pesquisa
O estudo, conduzido em parceria com a Fundação Celbitec, apontou que as substâncias presentes no extrato não apenas reduzem o crescimento tumoral, como também demonstram baixa toxicidade para células saudáveis.

A baixa agressividade é um diferencial importante em relação a terapias agressivas como a quimioterapia (Foto: Freepik)
Entre as substâncias analisadas estão kaempferol, quercetina e protodioscina. Essas moléculas bioativas atuam rompendo o citoesqueleto das células tumorais, levando à sua morte.
Os testes também indicaram bons resultados contra células-tronco cancerígenas, responsáveis pela regeneração e pela reincidência dos tumores.
Ensaios experimentais demonstraram uma redução significativa no tamanho de tumores já existentes, reforçando o potencial do extrato como base para novas abordagens terapêuticas.
Novas Fronteiras
Segundo autoridades espanholas, o câncer colorretal é um grave problema de saúde pública. Apenas em 2025, cerca de 44 mil novos casos foram registrados, com mais de 15 mil mortes anuais.
O tratamento padrão envolve a colectomia, cirurgia de retirada parcial ou total do cólon, método que ainda apresenta altos índices de remissão da doença.
Os pesquisadores avaliam que o extrato das sementes pode atuar diretamente nas células responsáveis pela recidiva tumoral.
Apesar do otimismo, eles ressaltam que são necessários estudos clínicos mais amplos antes de qualquer aplicação em humanos.


