Lançada oficialmente neste dia 14 de maio de 2026, a música “Dai Dai” já nasceu sob os holofotes como mais um dos hits que a cantora Shakira apresenta em época de Copa do Mundo.
Imediatamente abraçada pelo público, a faixa reforça uma mística que já dura duas décadas: a de que a voz da colombiana é o verdadeiro combustível para o clima de mundial.
Mas o que faz dela essa figura onipresente nos gramados? Por que, mesmo após tantos anos, nenhum outro artista conseguiu herdar o trono de “Rainha das Copas”?
A Gazeta mergulha na trajetória da artista para relembrar como Shakira transformou o entretenimento esportivo e quais sucessos pavimentaram o caminho para este novo fenômeno que acaba de chegar às plataformas de streaming.
Alemanha 2006: O “Hips Don’t Lie” que parou o mundo
Em 2006, Shakira já era uma estrela global, mas sua relação com a Copa ainda era experimental.
A música oficial daquele ano era “The Time of Our Lives” (Il Divo e Toni Braxton), uma balada solene que pouco empolgou as arquibancadas.
Percebendo o vácuo de energia, a FIFA convidou Shakira para a cerimônia de encerramento. Ela apresentou uma versão especial de seu maior hit, rebatizada como “Hips Don’t Lie – Bamboo”.
Acompanhada pelo rapper Wyclef Jean, Shakira trouxe elementos da cumbia e do pop latino para o Estádio Olímpico de Berlim.
Foi a primeira vez que a audiência global (estimada em 1,2 bilhão de pessoas) sentiu que a música da Copa poderia ser, de fato, uma festa para dançar, e não apenas um hino institucional.
África do Sul 2010: “Waka Waka” e a Revolução Cultural
Se 2006 foi o ensaio, 2010 foi a consagração. “Waka Waka (This Time for Africa)” é, até hoje, o padrão ouro pelo qual todas as outras canções de Copa são julgadas.
Inspirada em “Zangalewa”, um hit do grupo camaronês Golden Sounds (1986), a canção de Shakira inicialmente houve críticas sobre o fato de uma colombiana ser a voz da primeira Copa na África.
No entanto, Shakira integrou a banda sul-africana Freshlyground e utilizou o vídeo para celebrar a diversidade do continente, dissipando as críticas com um sucesso avassalador.
Foi durante as gravações do clipe que Shakira conheceu o zagueiro espanhol Gerard Piqué. O relacionamento, que durou mais de uma década, selou definitivamente a união da cantora com o universo do futebol.
A música alcançou o topo das paradas em 15 países e o clipe se tornou um dos primeiros vídeos musicais a ultrapassar a marca de bilhões de visualizações no YouTube, mantendo-se relevante até hoje em playlists de academias e festas.
Brasil 2014: O “Hino Não Oficial” que Ofuscou o Oficial
Na Copa do Brasil, o cenário foi curioso. A música oficial era “We Are One (Ole Ola)”, de Pitbull, Jennifer Lopez e Claudia Leitte.
Apesar do investimento, a canção foi criticada por soar “genérica” e não capturar a alma brasileira.
Shakira, em parceria com Carlinhos Brown, lançou uma versão modificada de sua música “Dare”, intitulada “La La La (Brazil 2014)”.
Enquanto o vídeo oficial da FIFA era focado em clichês, o clipe de Shakira trouxe grandes astros do futebol como Messi, Neymar, Agüero, Falcao García e o próprio Piqué.
A pressão popular foi tanta que Shakira foi convidada para cantar no encerramento da Copa pela terceira vez consecutiva.
Sua performance com Carlinhos Brown no Maracanã é lembrada como o momento em que a “energia brasileira” finalmente encontrou sua voz na trilha sonora daquele ano.
2026: o fenômeno “Dai Dai” e a continuidade do mito
Agora, em 2026, com o lançamento de “Dai Dai”, Shakira volta a provar sua versatilidade.
Ao utilizar o italiano para o comando de incentivo (“vai, vai”), a cantora mantém sua estratégia de multiculturalismo que sempre a manteve relevante.
E para você, qual dessas eras é a mais marcante? Enquanto “Dai Dai” começa a subir nas paradas, o legado da colombiana nos gramados segue sendo a trilha sonora oficial das nossas melhores memórias de Copa




