Tesouro na gaveta: seu relógio antigo pode ser uma joia rara e valer muito mais do que você imagina; saiba como identificar relíquias

Especialista revela quais são os sinais que podem indicar que um relógio antigo tem alto valor no mercado de colecionadores

Não jogue seus relógios antigos fora antes de entender se ele pode valer alguma coisa (Foto: Divulgação/Freepik)

Não jogue seus relógios antigos fora antes de entender se ele pode valer alguma coisa (Foto: Divulgação/Freepik)

Celebridades, como atores globais, cantores e até jogadores de futebol, fazem verdadeiros desfiles de relógios de luxo nas redes sociais. O que muitas pessoas não sabem é que elas podem ter objetos tão raros e caros quanto esses guardados na gaveta de casa.

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Diferente de outros artigos de luxo, um relógio antigo pode ser visto como um objeto cultural, já que reflete uma época, técnica, gosto e permanência. Sylvio Rolim, especialista em relógios há mais de 40 anos, explica que o valor vai além da beleza.

“Em muitos casos, o valor não está só na marca ou no material, mas na combinação entre engenharia, design, estado de conservação, originalidade e procedência”, revela.

O que faz um relógio ser valioso

Segundo Sylvio, modelos icônicos, séries limitadas, relógios fora de linha, peças ligadas a esportes, aviação, automobilismo, exploração espacial ou figuras conhecidas costumam valer muito no mercado, podendo atingir de milhares de reais a milhões de dólares, dependendo do modelo e estado de conservação.

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 “Colecionadores costumam olhar para alguns fatores principais: marca, modelo, referência, raridade, originalidade, estado de conservação, procedência e relevância histórica”, explica o especialista.

Sylvio ainda ressalta que, “um relógio chama atenção quando tem história e quando seus elementos fazem sentido entre si e para o mercado”.

Como saber se você tem uma raridade em casa

Para saber se um relógio perdido no fundo da gaveta, ou mesmo uma peça que está na família há gerações, pode ter um bom valor no mercado de segunda mão, é importante observar, sem tentar abrir, limpar, polir ou dar corda à força, os seguintes itens: 

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  • Marca no mostrador;
  • Modelo ou nome da coleção;
  • Material da caixa, como ouro, aço, prata ou platina;
  • Se há número de série ou referência no fundo da caixa;
  • Se o relógio tem documentos, caixa ou certificado;
  • Se há inscrições no fundo;
  • Se está funcionando ou não.

“Mesmo relógios aparentemente simples podem ter valor se forem de uma marca reconhecida, tiverem material nobre, forem raros ou preservarem componentes originais”, ressalta Sylvio. 

Relógios mais desejados do mercado

Algumas marcas e modelos se tornaram ícones culturais e, por isso, tendem a despertar mais interesse. Um relógio de bolso em ouro, por exemplo, pode ser valorizado pelo peso do material, além de eventual valor histórico. 

Omega, Cartier, Heuer e Piaget vintage, em bom estado, podem valer milhares de reais, dependendo do modelo. 

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Já peças de marcas como Rolex, Blancpain, Patek Philippe, H. Moser & Cie., Audemars Piguet e Breguet podem alcançar valores ainda mais altos. 

“Um Rolex Datejust antigo pode valer dezenas de milhares de reais; um Submariner, GMT-Master ou Daytona vintage pode chegar a valores muito superiores, conforme referência e condição”, revela Sylvio.

Há marcas e modelos ainda mais valiosos. “Em alta relojoaria, Patek Philippe, Audemars Piguet e H. Moser & Cie. raros podem alcançar centenas de milhares ou até milhões de dólares em leilões internacionais”, comenta o especialista.