Vinhos brasileiros surpreendem por alta concentração de substância benéfica à saúde

Estudos mostram que o resveratrol, presente em rótulos nacionais, pode trazer vantagens para o coração, o controle do peso e até a prevenção do diabete

Segundo a análise feita em 36 amostras de vinhos nacionais, a média de resveratrol encontrada foi de 2,6 mg por litro, ficando atrás apenas dos vinhos franceses, que alcançam até 5 mg por litro.

Segundo a análise feita em 36 amostras de vinhos nacionais, a média de resveratrol encontrada foi de 2,6 mg por litro, ficando atrás apenas dos vinhos franceses, que alcançam até 5 mg por litro. | Freepik

Muitos já ouviram que uma taça de vinho tinto por dia pode fazer bem à saúde. Agora, uma descoberta recente reforça ainda mais esse hábito, especialmente quando se trata de vinhos produzidos no Brasil.

Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, identificaram que os vinhos brasileiros ocupam o segundo lugar no mundo em concentração de resveratrol, substância associada a diversos benefícios para o organismo.

Essa molécula, presente principalmente nas cascas das uvas tintas, tem ação antioxidante e anti-inflamatória, podendo contribuir para a saúde cardiovascular, auxiliar no emagrecimento e até ajudar no controle da diabete.

Segundo a análise feita em 36 amostras de vinhos nacionais, a média de resveratrol encontrada foi de 2,6 mg por litro, ficando atrás apenas dos vinhos franceses, que alcançam até 5 mg por litro.

Destaque para os vinhos do Sul e para a uva Merlot

A maioria das amostras analisadas veio da região Sul do Brasil, principal produtora de vinhos do País. Entre os diferentes tipos de uva, a variedade Merlot se destacou por apresentar os níveis mais elevados de resveratrol.

“Uma taça por dia é o suficiente para alcançar a média ideal de ingestão da substância”, orientam os especialistas. Isso corresponde a aproximadamente 5 mg diários, dependendo da concentração da bebida.

Vinhos populares também surpreendem

Um dos achados mais curiosos da pesquisa foi a alta concentração de resveratrol em vinhos considerados de baixa qualidade, como os tradicionais vinhos de garrafão.

Em alguns casos, os níveis chegaram a 15 mg por litro, surpreendendo até mesmo os estudiosos.
O motivo está na forma de produção. Como esses vinhos não passam por processos rigorosos de filtragem, acabam preservando mais compostos naturais da uva, entre eles o resveratrol.

Apesar disso, os pesquisadores alertam que a qualidade geral da bebida e seu teor alcoólico também devem ser levados em conta na hora do consumo.

Moderação é a chave

Embora o resveratrol seja uma substância promissora do ponto de vista nutricional e terapêutico, o consumo excessivo de vinho pode trazer riscos à saúde, como problemas hepáticos, ganho de peso e dependência alcoólica.

Por isso, os especialistas reforçam que o ideal é limitar-se a uma taça por dia, aproveitando os benefícios sem exageros.

Para os apreciadores da bebida, a boa notícia é que, além de saborosos e variados, os vinhos brasileiros mostram cada vez mais potencial não só nas prateleiras, mas também nos estudos científicos.