Jardinópolis, no interior de SP, é a “Capital da Manga”. Veja como surgiu a tradição, a avenida das mangueiras, a festa e outros atrativos.
No interior de São Paulo, uma cidade da zona noroeste do Estado tem uma marca curiosa: ficou conhecida como “Capital da Manga”. Por lá, é comum ver moradores comendo a fruta direto do pé.
Estamos falando de Jardinópolis, a 331 quilômetros da capital paulista. O município tem cerca de 45 mil habitantes, chamados de bocas-amarelas, e o título foi oficializado pela Alesp em 1985.
Um dos símbolos da tradição está no centro: uma avenida inteira ornamentada com mangueiras, que funciona como um grande pomar público. O destaque é que nem todo mundo lembra que a mangueira é uma árvore frutífera que cresce muito, e por isso chama atenção em áreas urbanas.
Cultura da manga
A história da manga boca-amarela começa na década de 1890, segundo a cultura oral dos moradores. A tradição diz que o prefeito da época, João Muniz Sapucaia, trouxe caroços da Bahia e plantou em um sítio.
De um desses caroços teria nascido a primeira mangueira da cidade. Naquele tempo, os caroços eram vendidos a “preço de ouro”, mas em Jardinópolis as árvores encontraram clima ideal e solo fértil.
Na década de 1910, a manga jardinopolense passou a ser distribuída para outras regiões do Brasil por meio de estradas de ferro. O avanço do transporte ajudou a espalhar a produção e a fama do município.
Em 1940, a produção passou a seguir de caminhão para São Paulo e para o Rio de Janeiro, com incentivo de um empresário local. A manga é tão importante que aparece no hino municipal e também no brasão de armas.
Tradição e festa
Todo mundo come manga nessa cidade, e daí surgiu o apelido de boca-amarela. Entre 1973 e meados dos anos 1990, a Festa Municipal da Manga foi o festival mais importante do calendário local.
A avenida das Mangueiras, hoje chamada Prefeito Newton Reis, tem árvores plantadas por toda a extensão. Ela tem canteiro central e ciclovia, e virou ponto de esporte, lazer e, claro, de colher manga do pé.





