Frutas com propriedades anti-inflamatórias entram na lista de Harvard e podem ajudar a proteger o coração e reduzir os riscos associados à inflamação crônica

Maçã, uva, laranja e outras opções oferecem nutrientes e compostos vegetais que contribuem para o equilíbrio do organismo e podem fazer parte de uma dieta variada

Sua fruteira pode guardar o segredo do emagrecimento

O consumo das frutas com casca, após a higienização adequada, ajuda a aproveitar fibras e compostos presentes nessa parte do alimento. Foto: Pexels

Frutas com propriedades anti-inflamatórias ganharam destaque em uma publicação da Harvard Health Publishing, ligada à Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos. O material explica como determinados alimentos podem contribuir para a proteção do organismo quando fazem parte de uma alimentação variada.

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Outros alimentos que ajudam a compor uma alimentação equilibrada

Quais frutas podem ajudar a reduzir a inflamação?

A publicação de Harvard sobre frutas e inflamação destaca grupos de alimentos que fornecem fibras, vitaminas e compostos vegetais associados à saúde. Confira cinco tipos que podem fazer parte das refeições diárias.

1. Maçã

A maçã contém fibras, vitamina C, pectina e polifenóis. Esses compostos são estudados por seus possíveis efeitos sobre a inflamação e o funcionamento do intestino.

Uma pesquisa com quase 35 mil mulheres associou o consumo de maçãs e peras a um menor risco de morte por doenças cardíacas. O resultado indica uma associação, mas não comprova que essas frutas, isoladamente, previnam problemas cardiovasculares.

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2. Frutas vermelhas

Morango, amora, framboesa e mirtilo estão entre as frutas vermelhas com compostos de interesse para a ciência. Elas fornecem antocianinas, pigmentos vegetais com ação antioxidante e potencial anti-inflamatório.

Segundo a Harvard Health Publishing, estudos relacionam esses alimentos a benefícios para a saúde cardiovascular e metabólica. Essas frutas também oferecem fibras e vitamina C.

3. Pêssego e ameixa

Pêssegos e ameixas fazem parte do grupo das frutas de caroço. Esses alimentos fornecem fibras, vitamina C, potássio e compostos fenólicos, que apresentam propriedades antioxidantes.

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As fibras também ajudam no funcionamento intestinal e contribuem para a alimentação das bactérias benéficas da microbiota. Manter uma dieta rica em fibras pode favorecer o equilíbrio intestinal, embora os efeitos dependam do conjunto da alimentação.

4. Uvas

As uvas, principalmente as roxas e vermelhas, contêm resveratrol e outros compostos vegetais estudados por seus possíveis efeitos sobre a inflamação e a saúde do coração.

A fruta também fornece vitaminas C e K, além de fibras. Quando possível, consumir as uvas com casca após uma boa lavagem permite aproveitar parte dos compostos presentes nessa região.

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A fruta inteira é uma opção para lanches e refeições. Já bebidas à base de uva podem apresentar diferenças no teor de fibras e açúcares, dependendo do processamento.

5. Laranja e outras frutas cítricas

Laranja, mexerica, limão e toranja fornecem vitamina C, fibras e flavonoides. Esses compostos participam de processos relacionados à proteção celular e ao funcionamento do sistema imunológico.

A vitamina C também contribui para a formação de colágeno e para a absorção de ferro de origem vegetal. Por isso, incluir frutas cítricas nas refeições ajuda a diversificar a oferta de nutrientes.

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Como incluir essas frutas na alimentação?

As frutas com propriedades anti-inflamatórias podem entrar no café da manhã, nos lanches ou como sobremesa. Variar as cores e os tipos consumidos ajuda a ampliar a ingestão de diferentes nutrientes e compostos vegetais.

A Harvard Health Publishing ressalta que o padrão alimentar completo importa mais do que um alimento isolado. Por isso, vale combinar frutas com verduras, legumes, grãos integrais, feijão, sementes e fontes de gorduras saudáveis.

Também é importante entender que nenhuma fruta funciona como medicamento. A alimentação pode contribuir para a saúde, mas não substitui tratamentos indicados por profissionais.