Bicicletas elétricas podem ter uso proibido para adolescentes no Brasil, com novas exigências que também afetam os pais

Proposta em análise na Câmara prevê idade mínima de 15 anos, capacete obrigatório e punições para responsáveis; restrições ainda não estão valendo

Dois adolescentes a circular numa bicicleta elétrica preta de pneus largos (tipo fat bike) numa rua asfaltada, com efeito de movimento no fundo que desfoca um contentor de lixo industrial de cor laranja

Projeto de lei em análise no Congresso Nacional pode proibir menores de 15 anos de conduzir bicicletas elétricas em todo o Brasil - Divulgação

Crianças e adolescentes com menos de 15 anos poderão ser proibidos de conduzir bicicletas elétricas em todo o Brasil. A medida faz parte de um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados, que também prevê multas para pais ou responsáveis que permitirem o uso desses veículos.

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A proposta estabelece novas exigências para a circulação das bicicletas, incluindo capacete obrigatório, limites de velocidade e cadastro nacional dos veículos.

Entretanto, as mudanças ainda não estão valendo. O Projeto de Lei 4.920/2025 precisa avançar no Congresso Nacional antes de entrar em vigor.

Pais poderão ser multados por uso de bicicletas elétricas

O texto estabelece 15 anos como idade mínima para conduzir bicicletas elétricas e motorizadas nas vias públicas.

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Caso a proposta seja aprovada, crianças e adolescentes de até 14 anos ficarão impedidos de utilizar esses veículos.

A medida também prevê punições para os responsáveis. Pais que autorizarem a condução por menores de 15 anos poderão receber multas e ter a bicicleta apreendida.

Segundo o autor da proposta, deputado federal Dr. Victor Linhalis (Pode-ES), o objetivo é estabelecer regras de segurança para reduzir acidentes envolvendo bicicletas elétricas.

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Bicicletas elétricas terão novas regras de segurança

Além da idade mínima, o projeto prevê uso obrigatório de capacete certificado pelo Inmetro, tanto para o condutor quanto para o passageiro. O equipamento deverá ter viseira ou ser utilizado com óculos de proteção.

A proposta também estabelece penalidades para quem utilizar celular ou fones de ouvido durante a condução.

Outra medida proíbe alterações que aumentem a potência ou a velocidade original do motor da bicicleta.

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Nesses casos, o condutor poderá receber multa e ter o veículo apreendido. Oficinas e empresas responsáveis pelas modificações também poderão ser punidas.

Projeto estabelece limites de velocidade

O texto define velocidades máximas diferentes conforme o local de circulação. Nas calçadas e áreas destinadas aos pedestres, a velocidade será limitada a 6 km/h, nas situações em que a circulação for autorizada.

Em ciclovias e ciclofaixas, o limite previsto é de 25 km/h. Já nas demais vias urbanas, a proposta permite velocidade de até 32 km/h, desde que a circulação seja autorizada.

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As regras ainda dependem de aprovação e não substituem automaticamente as normas atualmente estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

Cadastro nacional poderá ser obrigatório

O projeto também propõe a criação do Cadastro Nacional de Bicicletas Elétricas (CNBE). O registro será gratuito e vinculado ao CPF ou CNPJ do proprietário.

Após o cadastramento, o veículo deverá receber um QR Code de identificação. A medida pretende facilitar a fiscalização e auxiliar na identificação de bicicletas furtadas ou roubadas.

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As empresas que utilizam bicicletas elétricas em serviços de entrega também poderão ter novas obrigações, como oferecer treinamento aos entregadores e manter os cadastros dos veículos atualizados.

Bicicletas elétricas precisam de CNH?

As bicicletas elétricas enquadradas nas regras atuais do Contran não exigem CNH, emplacamento ou licenciamento.

A Resolução 996/2023 estabelece que esses veículos devem possuir motor auxiliar de até 1.000 watts, acionado durante as pedaladas, sem acelerador manual e com assistência elétrica limitada a 32 km/h.

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Também são exigidos equipamentos como campainha, espelho retrovisor esquerdo, sinalização noturna e pneus em condições adequadas.

No entanto, veículos com características diferentes podem ser classificados como ciclomotores, que possuem exigências próprias de registro, licenciamento e habilitação.

Cidade quer ampliar restrição para menores de 16 anos

Além da proposta nacional, o município da Serra, no Espírito Santo, discute uma legislação específica para bicicletas elétricas.

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O Projeto de Lei 82/2026, apresentado pelo vereador Professor Renato Ribeiro, pretende impedir a condução desses veículos por menores de 16 anos.

A iniciativa integra o programa Bike Segura e estabelece outras medidas relacionadas à circulação e à proteção dos usuários.

A proposta municipal recebeu questionamentos jurídicos sobre a competência para estabelecer determinadas regras de trânsito e também depende de aprovação.

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Quando a proibição começa a valer?

Ainda não existe uma data definida para a entrada em vigor da restrição nacional.

O Projeto de Lei 4.920/2025 está em análise na Câmara dos Deputados e aguarda parecer na Comissão de Indústria, Comércio e Serviços.

A proposta também deverá passar pelas demais etapas de tramitação previstas no Congresso.

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Conforme a redação apresentada, as novas regras começariam a valer 180 dias após a publicação da lei, caso o texto seja aprovado e sancionado.

Até que isso aconteça, a proibição nacional para menores de 15 anos não pode ser aplicada com base apenas no projeto. Permanecem em vigor as normas do Contran e as regras locais de circulação.

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